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Olhar Sinótico: As mulheres no sepulcro

Por: Sebastião Catequista Nossa leitura da perícope das mulheres no sepulcro quando da morte do Senhor e sua ressurreição tem como demostrar a riqueza sinótica quanto aos fatos, numa releitura de fé. A ressurreição não constitui um fato nos moldes da concepção da história moderna e muitos menos se pode provar diretamente seus indícios, a não ser pela forma indireta com o olhar da fé. A ressurreição é um dado de fé que não é perceptível à razão e sim à fé, e essa mesma fé, interfere na história criando e recriando a história. Não é assim, por exemplo, a [ Continue lendo]

Olhar Sinótico: Transfiguração

Por: Sebastião Catequista O texto da transfiguração do Senhor na tradição de Mateus está ligado aos eventos anteriores, onde em diálogo com os discípulos, Jesus lhe fala das condições do seguimento, e do anúncio da paixão, o primeiro anúncio (Mt 16,21-23). Desse modo, a perícope estudada já de antemão dar uma ideia da mensagem: revelação de Jesus como o enviado de Deus e superador das tradições (lei e profecia) judaicas contemporânea ao mesmo tempo que cumpre o espirito da mesma. Então, o que vemos em Mateus? Mateus, já no início, assim com Marcos e Lucas, liga esta [ Continue lendo]

Olhar Sinótico: Primeira Multiplicação dos Pães

Texto: Bíblia Pastoral Online Por: Sebastião Catequista Os evangelhos Sinóticos têm em comum o episódio da multiplicação dos pães. Segundo Mateus e Marcos, há em seus escritos dois relatos do mesmo fato (Mt 14, 13-21 e 15,32-39; e Mc 6,30-44 e 8,1-10), porém, com olhares e enfoques diferentes, conforme a teologia de cada evangelista e o contexto eclesiológico de seus ouvintes e destinatários. Aqui, tecemos algumas notas de reflexão sobre o que comumente é conhecido como “primeira multiplicação dos pães”.             Em Mateus, após a prisão de João Batista [ Continue lendo]

Olhar sinótico: A vocação dos discípulos

             Por: Sebastião Catequista O relato do chamado dos discípulos nos evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas) não só conta a história de como os primeiros seguidores do Senhor começaram a segui-lo, mas também nos remete a realidade das comunidades para as quais foi escrito. No relato há claramente duas realidades simultâneas como testemunho e apelo para o leitor se decidir por Jesus. Aliás, quando o Senhor vem ao nosso encontro, não somos nós que O escolhemos, mas é Ele que toma a iniciativa, e nos escolhe por primeiro.             Para os [ Continue lendo]

Evangelhos Sinóticos

Por: Sebastião Catequista Introdução:               O que é “evangelho” e o que são os “evangelhos sinóticos”? Evangelho é uma palavra grega “euanggelion” que significa “boa notícia”, “boa nova”. “Evangelhos” de outro modo, no plural, designa os livros de Mateus, Marcos, Lucas e João. Entretanto, o termo “evangelhos sinóticos” designa apenas os evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas. São chamados assim, pelas semelhanças dos textos uns dos outros, mas que diferem pela sua teologia peculiar a cada evangelista. E sinótico? A palavra vem da [ Continue lendo]

Jesus: homem.

Caro internauta, Jesus é Deus, confessa a Igreja. Mas, para chegar a essa confissão de fé foi um longo processo. Os livros dos evangelhos nos dão testemunho desse processo. Neste artigo, tecemos uma pequena reflexão nesse sentido: Jesus humano que traz consigo um mistério: Deus. Ele é da parte de Deus. É Deus mesmo em forma humana, o mais perfeito dos humanos. Senão, vejamos! Segundo os evangelhos sinóticos, quando Jesus apareceu no palco da história, já era adulto, homem feito (cf. Mt 3, 13; Mc 1, 9; Lc 3,19-22s), mas não só isso, Jesus se apresenta como todo bom judeu, um [ Continue lendo]

Evangelho de João: místico e espiritual.

            Este ano de 2015 a Igreja propõe para o Mês da Bíblia (Setembro) a leitura, meditação e estudo do evangelho de João. O pano de fundo para esta proposta de leitura é o discipulado e a missão na perspectiva do Projeto de Evangelização “O Brasil na missão continental” – projeto esse que nos põe toda a Igreja em estado de missão segundo a realidade e contexto atual onde a mesma está inserida. Diante das intempéries da sociedade e um “Jesus” água com açúcar que tem muito por aí, como Igreja, somos interpelados a dar testemunho de Jesus de [ Continue lendo]

Evangelho de São Mateus

Por: Narciso Neves de Farias, teólogo e biblista* Autor, Obra, data, Comunidades O texto foi escrito entre os anos 70-90. Segundo R. A. Monasterio, os evangelhos  são escritos anônimos que foram reunidos no início do II século. O título (kata) segundo  o evangelista Mateus vem da época em que os escritos foram reunidos, pois, inicialmente, os autores não deram nenhum título (p. 17, 2006).  O trabalho de transcrição e tradução do texto teve continuidade pelos séculos, dentro de um processo complexo de transmissão da tradição, chegando-se no século XVI a se deparar com [ Continue lendo]

Pentecostes: nascimento “oficial” da Igreja

A cada ano na liturgia de rito romano celebramos após cinquenta dias da páscoa a festa de pentecostes. Sua origem remonta às páginas do Primeiro Testamento, tem sua releitura no Segundo Testamento e nos recorda ainda agora nosso compromisso batismal e crismal com o Senhor, o crucificado vivente. Pentecostes no Primeiro Testamento: Pentecostes é uma palavra de origem grega cuja tradução é ‘cinquenta dias’. Pentecostes é no Primeiro Testamento a festa da Colheita (Ex, 23, 14s), também conhecida como festa das Semanas (Ex 34,22; Dt 16, 9-10). As comunidades judaicas celebravam a [ Continue lendo]

Evangelho de João: O Discípulo Amado

Eis umas linhas sobre o evangelho de João para nos ajudar na sua leitura. Boa leitura. João, o discípulo amado             João, é conhecido como filho de Zebedeu, o pescador. Ele, tem também um irmão, Tiago. Ambos fazem parte do grupo dos Doze (Cf. Mt 10,2; Mc 3,17; Lc 6,14; At 1.13). Mc 3,17 acrescenta que os dois irmãos receberam de Jesus o nome de ‘Boanerges’, isto é “filhos do trovão”. Independente de seu significado, esse nome certamente não sugere um comportamento passivo e contemplativo. Tinham personalidades fortes.             João e Tiago [ Continue lendo]

Evangelho de Lucas

Neste artigo trazemos alguns elementos para leitura e contextualização do evangelho de Lucas. Boa leitura! Destinatário Lucas é o único evangelho em que há indicações de um destinatário: Teófilo (1,3), o mesmo do livro dos Atos dos Apóstolos (At 1,1). Quem será esse Teófilo? Pode ser alguém importante que financiou a obra, como era costume na época. Pode ser também alguma autoridade romana a quem Lucas quer apresentar Jesus e defender os cristãos. Pode ser simplesmente um nome simbólico, isto é, “amigo de Deus”  [ Continue lendo]

Evangelho de Marcos

Neste artigo trazemos alguns elementos e informações para a leitura e contextualização do evangelho de Marcos. Boa leitura! Autor Seu autor é João Marcos. Sua mãe chamava-se Maria e acolhia em sua casa na cidade de Jerusalém uma pequena comunidade cristã (At 12,12). Marcos trabalhou com Barnabé, Paulo e com Pedro (At 12,25;13,5.13; 15,35-41; Fm 24; 2Tm 4,11,; 1Pd 5,13; Cl 4,10). Marcos escreveu seu evangelho para os gentios possivelmente no ano 64/70 na Palestina ou em Roma. Estilo simples, seu evangelho responde a pergunta: Quem é Jesus? A resposta é cativante e [ Continue lendo]

Evangelho de Mateus

Neste artigo, trazemos alguns elementos e informações para ajudar na leitura do evangelho de Mateus contextualizado. Boa leitura. Mateus e seu Evangelho Mateus também conhecido por Levi (9,9; Mc 2,14; Lc 5,27-29) é cobrador de impostos, considerado pelos fariseus e doutores como pecador. Seu nome em hebraico significa: “Dom de Deus”. Com este significado entendemos que a comunidade é um dom de Deus para os pobres, perseguidos, humilhados, doentes, pecadores e marginalizados. Mateus escreveu seu Evangelho lá pelos anos 85/90 d.C, quando as comunidades enfrentavam dificuldades de [ Continue lendo]

O Império Romano: contexto para a leitura de Marcos

Por: Rivânia Ferreira de Morais A mensagem de Jesus se dá dentro do contexto de exploração do Império Romano. Como funcionava o império? Eis alguns retalhos do contexto, de como funciona a máquina de dominação romana: Roma domina vários países através de seu exército fortemente armado, transforma reis em prisioneiros de guerra, e através de sua política dominadora vai construindo um grande Império. Em 63 (a. C.) domina toda a Palestina à custa de violência, terror, e impõe a todo este povo um sistema de exploração, de escravidão. Também introduz sua herança cultural de [ Continue lendo]

A Palestina no tempo de Jesus

Por: Maria Paula de Lima É comum nos dias de hoje saber que não é possível entender a história de Jesus fora do contexto histórico em que ele viveu. Sua atuação se deu em um tempo e lugar determinados dentro de circunstâncias bem concretas. Conhecer esse contexto é um fator primordial para entender o que significa a vida, as palavras e suas ações, principalmente para a vida das primeiras comunidades cristãs e para nós hoje. A sociedade palestinense sob a tutela do império romano é bastante complexa em sua rede de relações políticas, econômicas, religiosa e ideológicas. [ Continue lendo]