Pentecostes: nascimento “oficial” da Igreja

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A cada ano na liturgia de rito romano celebramos após cincoenta  dias da páscoa a festa de pentecostes. Sua origem remonta às páginas do Primeiro Testamento, tem sua releitura no Segundo Testamento e nos recorda ainda agora nosso compromisso batismal e crismal com o Senhor, o crucificado vivente.

Pentecostes no Primeiro Testamento:

Pentecostes é uma palavra de origem grega cuja tradução é ‘cincoenta dias’. Pentecostes é no Primeiro Testamento a festa da Colheita (Ex, 23, 14s), também conhecida como festa das Semanas (Ex 34,22; Dt 16, 9-10). As comunidades judaicas celebravam acolheita dos frutos da terra. Era uma festa do povo do campo. Com o passar dos tempos, essa festa que acontecia sete semanas depois da páscoa, foi tomando novo sentido: passou a representar também a lembrança da promulgação da Lei no Sinai. Segundo o testemunho do Levitico esse dia é um dia santo, nele haverá uma convocação, uma assembléia santa (Lv 23, 21) e o povo fará festa em honra de Javé.  

Pentecostes no Segundo Testamento:

No Segundo Testamento, Pentecostes está associado dentro do contexto da paixão e ressurreição de Jesus, com a criação “oficial” da Igreja. É Lucas, no livro dos Atos 2,1-41, que nos dá um relato cujo teor tem mais sabor teológico de que histórico. Ele nos diz que na festa das Semanas (Pentecostes) depois de cinquenta dias da páscoa judaica (e da ressurreição de Jesus), após Jesus ter sido elevado aos céus, nos enviou o Espírito Santo, fundando a nova comunidade dos eleitos, do novo povo da salvação escatológica.

É claro que, mais que um relato “histórico” fidedigno como a semelhança de uma reportagem ao vivo e a cores, o autor está nos contando uma realidade bem mais viva e cativante do ponto de vista da fé cristã. Pois, segundo os outros demais evangelistas, de modo particular João 20,22s, os discípulos receberam o Espirito Santo no mesmo dia da ressurreição e foram enviados em missão.

Porque Lucas narra os fatos assim?

Primeiro, porque ele quer mostrar aos seus ouvintes que as comunidades fundadas pelos apóstolos e demais seguidores são uma obra do Espirito; diferentemente de outras narrativas que inclusive coloca o nascimento da Igreja como do lado aberto e chagado de Jesus na cruz, Lucas, está tentando dizer aos seus leitores e a nós que, Deus está através da festa das Semanas judaica, está, repito, está criando um novo povo, fazendo uma nova colheita.

Segundamente, o texto tem algumas nuançes com significados bem definidos:  a lista dos povos aí presente significa as regiões e povos pelos quais estão presente de algum modo o povo novo da salvação e o evangelho de Jesus, em anos bem mais tarde; que comparando a língua do povo do Primeiro Testamento, que em toda a sua trajetória histórica só havia confusão (confusão de plano; confusão ideológica; confusão de objetivos) o novo povo do Segundo Testamento, tem compreensão de linguas, compreendão essa que nasce de uma só língua: o amor comprometido, oblativo e missionário.

Desse modo podemos dizer baseado em exegese e teologia assumida pela nossa Igreja, que, Pentecostes mas que um fato histórico é um fato teológico com dados históricos de outra ordem.

Então houve ou não houve uma ‘descida do Espírito Santo’? Claro que houve, você dúvida? Veja os frutos nesses dois mil e doze anos de história da fé cristã. Entretanto, como houve para a primeira geração dos cristãos, também há, é verdade, para nós hoje. O mesmo Espirito que animou, dinamizou, criou, re-criou e inverteu a ordem das coisas nessa trajetória histórica está agindo hoje em nosso meio, nas comunidades e através das ações dos muitos irmãos e irmãs que estão na periferia do mundo ou dentro das comunidades, fazendo a “coisa” (o reino/vida) acontecer.

Por isso, mais que celebrar uma lembrança histórica, celebramos aqui e agora, a presença transformadora, libertadora, subversiva, dinâmica do Espírito que faz em nossos tempos Novo Pentecostes. E esse novo pentecostes é de ordem pessoal, comunitária e social no meio do povo, pois, o Espírito não é propriedade de um grupo, de uma pessoa ou de uma ideologia, mas sim de Deus e é Ele mesmo, Deus, e como Deus “habita o nossos coraçoes” e não o sabemos de onde vem ou para onde vai.  Sabemos apenas que Ele age, agiu no passado de nossos pais, age aqui e agora e agirar no futuro. Ele leva à cabo o projeto-missão de Jesus através dos batizados e batizadas.  

Conclusão…

            Celebrar Pentecostes, é celebrar não o passado, mas fazendo memoria do passado e escutando o Espírito no presente, forjamo o futuro das gerações vindoras, cuja missão é dar continuidade a missão evangelizadora e transmitir em vasos de barros que somos, tesouros incalculaveis aos olhos e a ambição humana: o reino de Deus, até que chegue o tempo pleno.

            A cada anos, pois, celebremos a festa de Pentecostes, com esse sentir e olhar.

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O Concílio Vaticano II – I

Irmãos/as, neste mês de maio queremos inspirados em Maria, nossa modelo de seguidora e mãe de Jesus, refletir nosso Ser Igreja e celebrar com todas as comunidades os 50 anos do Concílio Vaticano II, evento de grande esplendor e renovação Pastoral de nossa Igreja. É a partir dele, que as comunidades de nossa Igreja começaram a participar de maneira mais efetiva da missão, conhecendo, interpretando e anunciando a Palavra de Deus; participando da liturgia em sua própria língua materna; e tantas outras inovações que nos encheram de vida e motivaram a renovação da vida nova em nossa Igreja. O protagonismo dos leigos/as, por exemplo, foi um grande fruto desse grande evento. Por isso, nesse mês mariano, nossa Diocese conclama a todos/as batizados/as para juntos com Maria, suplicarmos ao Espírito Santo de Jesus, que abra nossos corações ao chamado para o Serviço de  Animação Bíblica da Palavra de Deus nas comunidades.

O que é um Concílio?

O Concílio é uma reunião de todos os bispos com o papa para tratar dos assuntos referentes a vida, a doutrina e missão da Igreja. Por a Igreja está no Mundo, na Sociedade, o que o Concílio decide de algum modo tem influencia nos destinos da humanidade. O Concílio Vaticano II no dizer do papa João XXIII é para nosso mundo atual: “ Um primeiro dom de graça celestial.” O que o Concílio decide, a Igreja põe em prática. Com o Concílio atual nossa Igreja já celebrou 21 em toda a sua história.

Quais os frutos do Concílio Vaticano II?

Quem ainda não lembra como era a Igreja a 50 anos atrás? Respirava um outro contexto, um outro ambiente cultural. Era preciso se abrir ao novo que já havia despontato e que a Igreja deveria está atenta e proclamar a Palavra nesse novo contexto. O Concílio foi um sopro do Espírito que nos deu ares novos, um novo Pentecostes. Ele nos proporcionou à essa nova geração grandes e muitos frutos: a Palavra de Deus no nosso idioma e nas nossas mãos – a Bíblia; o culto (missa) na vida, na cultura e linguagem de nossa gente; organizou melhor nossas comunidades com autonomia (CPP, CPC, etc) e liberdade; nos motivou e nos orientou na vida social; valorizou nossas lideranças homens e mulheres leigos/as, consagrados/as; criou serviços e ministérios para atender as necessidades da vida de nossas comunidades; os pobres e as questões sociais e políticas se tornaram uma constante de nossa prática pastoral; e entre tantos outros frutos estabeleceu dialogo com o mundo moderno; e com grupos religiosos inclusive alguns mais antigos que nós na caminhada da história.

Quem foram os atores do Concílio Vaticano II?

Quando falamos em atores estamos nos referindo a pessoas que influenciaram nas decisões do Concílio. O primeiro foi o Espírito Santo, ele inspirou, deu forças, clareou, incentivou, fez acontecer; depois o papa João XXIII que com ousadia, bondade, sabedoria e aberto ao sopro do Espírito e atento aos sinais dos tempos tratou de por em pratica o que lhe inspirou o Espírito; depois, todos os participantes (ditos – Padres Conciliares) entre os quais rememoramos do Brasil e de nossa região, os bispos: dom Helder Câmera, dom Evaristo Arns, Demetrius Valentin, Dom José Maria Pires, Dom Augusto Carvalho, entre outros.

Como foi a recepção do Vaticano II no Brasil?

Em nosso país, houve uma acolhida total do Concílio. Bispos, padres, religiosos/as e o povo trataram de por em pratica as orientações e novidades. Foi uma verdadeira mudança. Muita gente olhou com desconfiança essas mudanças, outros não entendia bem o porquê e achava que não ia dar certo. Mas no geral, em pouco tempo havia um mesmo sentir e pensar, mesmo tendo inclusive ainda hoje, grupos e pessoas reticentes. Pessoas e grupos que alimentam um saudosismo da Igreja em contextos passados, devido inclusive, por não conseguiram se encontrar nessa nova realidade tão complexa do mundo moderno. Mas, graças às novidades e recepção do que foi decidido no Concilio, temos uma Igreja mais próxima do povo, da realidade, do mundo; e mais missionária, evangelizadora e testemunhadora do Evangelho de Jesus.

Celebrando os 50 anos do Concílio  Vaticano II

Exatamente no dia 11 de outubro de 1962 foi feito a abertura do Concílio pelo papa João XXIII. Esse ano ele completa 50 anos. Nesse meio século do Concílio muita coisa aconteceu, muitas novidades e realidades novas surgiram e que não foram previstas pelo mesmo… Estamos noutros tempos. O Concílio nos fez a todos em tender que a vida, a história, a sociedade, e que o mundo é dinâmico e que devemos manter nossa identidade, preservar o que legaram de bom nossos antepassados e seguir em frente, acompanhar a história, ser fermento na massa. Não estamos sós, o Espirito do Ressuscitado está conosco.

Então ao comemorar o aniversario do concilio queremos fazê-lo com grande alegria, rememorando o passado, aprendendo com o presente e sonhando o futuro. Muita coisa o Concílio nos deu, foi um Novo Pentecostes na Igreja. Então, todos nós somos os atores dessa história fruto desse grande evento de fé. Cabe, pois, perguntar: o que você sabe sobre o Concílio? Como ele influenciou a sua vida e comunidade local? Quais as coisas que a partir dele temos para celebrar, agradecer a Deus, e avaliar para melhor planejar?

Uma das coisas que nos deu o Concílio foi a capacidade, a liberdade e a autonomia de nos organiza frente as necessidade do mundo moderno, para melhor testemunhar e anunciar a Palavra. Esse ano a Assembléia dos Bispos do Brasil (CNBB) acolhendo o convite do papa e em vista do Sinodo sobre a Palavra, nos convida a todos e as nossas comuidades para se aprofundar na Palavra, animando nossa vida e nossas ações pastorais com a mesma de modo mais proficuo.

Então, como Maria mãe, sejamos discipulos ouvintes e missionários, alegres na esperança.

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A miopia do Mundo

O maior acontecimento da história humana e de tudo criado já aconteceu, não vai mais acontecer. Porém custa ao mundo crer, porque sua miopia é de outra ordem: da falta de fé.

Certa vez um grande padre teólogo, mas de uma grande humildade, pois, se bem me lembro, ele é doutor e formado em tudo que é “logia”, sem contar que é colaborador de um desses orgãos internacionais de pesquisa e, que por isso mesmo, sabe do que está falando. Pois, bem, certo dia numa dessas semanas teológicas que acontecem por ai, ele questionando os que se encontravam presente, assim comentou.

- Qual é a maior novidade e acontecimento da história da Existência e da humanidade desde a criação?

Muitos que ali estavam, evidentemente, responderam:

- O computador!

- O homem ter ido a lua e conquistado o universo!

- A descoberta do Genoma!

- A descoberta do DNA… da cura da AIDS, do câncer… de extra-terrestre…!

E assim, todos arriscavam alguma resposta, quando depois, ele falou:

- O maior acontecimento, a maior revelação, a maior novidade ainda não ultrapassada é: a RESSURREIÇÃO DO SENHOR! E essa não é vista a olhos nus, por ser um dado de fé. Nada do que aconteceu antes ou que venha acontecer na história humana ou do cosmo modificará esse fato e verdade, depois da própria Existência.

E arrematou.

- Por enquanto, ela é algo que nos escapa a concretude e ao nosso olhar, porque de algum modo Deus tem seus planos e os revela na medida que nossas capacidades possam compreender. Ela é um dado de fé. E só através da fé poderemos saber de sua existência e compreender-lhe o seu mais profundo significado. 

Pois é amigo leitor internauta, eis a nossa reflexão para hoje, para essa semana, para toda vida. Neste evangelho (Jo 20, 19-31) desse domigo pascal, sobressai a personagem de Tomé. Ele nos é por assim dizer, símbolo de todos e todas que ainda neste mundo não conseque dar um passo a frente, que precisa de sinais para crer. E o maior sinal  que o cristianismo pode oferecer é sua trajetória de pecados e vitórias, sua fé e testemunho de tantos e tantos que apostaram nisso: Jesus de Nazaré, em tudo humano como um de nós, mas que sob a graça do amor divino, ressurgiu da morte e possibilitou à Existência a perenidade e a eternidade, tal é o significado mais profundo desse ato: re-viver.

Por isso, creia-me, a História não caminha para a destruição, para a morte, mas para a vida e vida eterna. A palavra final não é a morte, mas a vida. Bendito seja Deus. Feliz páscoa.

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Nota da CNBB sobre o aborto de Feto “Anencefálico”

Referente ao julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 54

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB lamenta profundamente a decisão do Supremo Tribunal Federal que descriminalizou o aborto de feto com anencefalia ao julgar favorável a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental n. 54. Com esta decisão, a Suprema Corte parece não ter levado em conta a prerrogativa do Congresso Nacional cuja responsabilidade última é legislar.

Os princípios da “inviolabilidade do direito à vida”, da “dignidade da pessoa humana” e da promoção do bem de todos, sem qualquer forma de discriminação (cf. art. 5°, caput; 1°, III e 3°, IV, Constituição Federal), referem-se tanto à mulher quanto aos fetos anencefálicos. Quando a vida não é respeitada, todos os outros direitos são menosprezados, e rompem-se as relações mais profundas.

Legalizar o aborto de fetos com anencefalia, erroneamente diagnosticados como mortos cerebrais, é descartar um ser humano frágil e indefeso. A ética que proíbe a eliminação de um ser humano inocente, não aceita exceções. Os fetos anencefálicos, como todos os seres inocentes e frágeis, não podem ser descartados e nem ter seus direitos fundamentais vilipendiados!

A gestação de uma criança com anencefalia é um drama para a família, especialmente para a mãe. Considerar que o aborto é a melhor opção para a mulher, além de negar o direito inviolável do nascituro, ignora as consequências psicológicas negativas para a mãe. Estado e a sociedade devem oferecer à gestante amparo e proteção

Ao defender o direito à vida dos anencefálicos, a Igreja se fundamenta numa visão antropológica do ser humano, baseando-se em argumentos teológicos éticos, científicos e jurídicos. Exclui-se, portanto, qualquer argumentação que afirme tratar-se de ingerência da religião no Estado laico. A participação efetiva na defesa e na promoção da dignidade e liberdade humanas deve ser legitimamente assegurada também à Igreja.

A Páscoa de Jesus que comemora a vitória da vida sobre a morte, nos inspira a reafirmar com convicção que a vida humana é sagrada e sua dignidade inviolável.

Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, nos ajude em nossa missão de fazer ecoar a Palavra de Deus: “Escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19).

Cardeal Raymundo Damasceno Assis – Arcebispo de Aparecida - Presidente da CNBB

Leonardo Ulrich Steiner - Bispo Auxiliar de Brasília - Secretário Geral da CNBB

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A vida venceu a morte! Eis o significado pascal.

Páscoa, passagem da escravidão para a liberdade (êxodo); do velho homem/mulher para o novo homem/mulher (cartas paulinas); da morte para a vida (apocalipse).

Páscoa de Jesus (ressurreição)! Páscoa dos cristãos (escaton, parusia)! É nesse contexto que entendemos que a palavra final não é desesperança, morte, mas justamente o contrário: a eternidade e perenidade da Existencia. Eis o significado mais profundo da páscoa. A morte é só parte do processo e não detem a vida. No fim, a vida é a palavra final.

Jesus ressuscitou, venceu a morte, eis a páscoa; a Existência perdeu a sua caduquice e encontrou sentido, eis o significado mais profundo da ressurreição de Jesus; a vida se tornou eterna e perene, eis a nossa fé e nossa real condição em Deus no escaton.

O que celebramos nos/com os rituais religiosos fazendo memoria de Jesus em sua paixão nos é antecipação em seu sentido pleno daquilo que professa e celebra a fé, como também canta e encanta o hinário cristão: “Alegria, irmãos, alegria, nós hoje cantamos, o Senhor ressurgiu! Ressuscitou, ressuscitou, ressuscitou, aleluia…! Ó morte, onde estás ó morte, cadê tu ó morte, qual a tua vitória? Jesus ressurgiu!” Eis, pois, nossa esperança, o significado mais profundo desse dia: A vida venceu a morte! Então, gritamos como o apóstolo: “Se Cristo ressuscitou, também nós com Ele ressuscitaremos”. Feliz Páscoa!

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Jesus: dom de Deus para nós.

No evangelho desse domingo, o quinto da quaresma, João (12,20-33) nos apresenta um momento impar da vida e do ministério de Jesus. Sua pessoa e mensagem extrapola as fronteiras e chega aos gregos. Lembrando que a região da Galileia era um corredor de passagem para a Judéia, e conseqüentemente, era a porta de entrada para esse mundo fascinante que é a cultura israelense.
Pois bem, chega através dos discípulos aos ouvidos de Jesus o recado de que alguns gregos querem prosear com ele. Nesse momento, acontecem duas coisas: Jesus se alegra e entende que essa hora representa uma glória; e por outro lado, lhe remete a sua entrega total a serviço do Reino/Pai. E aí vem o convite e a manifestação divina ratificando e mostrando “Quem é Jesus” para aqueles que o querem seguir, enfatizando alguns dos requisitos quanto ao seguimento.
O que podemos intuir dessa narração para o nosso cotidiano? Uma primeira impressão que se nos apresenta é que, para acolher e seguir Jesus temos que passar pelo aniquilamento total de nossas vontades ideológicas, de nossos projetos enquanto contrários aos de Deus; isso significa dizer, se torna discípulo aprendiz e descobrir a força da graça de Deus agindo em nosso favor e bem dos irmãos. De outro modo é verdade, isso implica a cada dia morrer o velho homem (na linguagem de Paulo) para deixar nascer o novo homem. O convite é claro! E esse caminho, essa conversão, esse seguimento, passa pela cruz, seja ela de que modo for ou se apresente na vida dos que o seguem.
Nesse texto de hoje, o que está em evidencia é a gloria e a paixão. Ela passa necessariamente pelo caminho da cruz. E essa glória ao contrário do que possa significar essa palavra na língua portuguesa, aqui é unicamente, o fato e o ato de Jesus ser reconhecido e acolhido por todos (judeus e gregos = toda humanidade) como dom/enviado de Deus para a salvação redentora da humanidade.
Estamos nos aproximando do grande momento da páscoa cristã. Podemos nos perguntar a respeito do nosso seguimento a Jesus. Da qualidade do nosso seguimento, das opções que fazemos e do nosso jeito de pensar e agir: Será que estamos vivenciando, testemunhando e seguindo Jesus? Mas que Jesus? Como ele se apresenta? Que tipo de Jesus? É bom nos questionar assim, porque hoje “Jesus” está em alta no mercado brasileiro e mundial, mas certamente, todos caricaturas e ídolos que não passa nem perto do Jesus de Nazaré que nos apresenta o Evangelho e a fé Cristã. Meditemos!

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O último ato do amor de Deus por nós: Jesus!

No evangelho desse quarto domingo da quaresma temos alguns elementos bastante complexo para nossa reflexão: aí encontramos o amor de Deus que nos dá o que de melhor tem para provar que nos ama e nos quer bem; ao mesmo tempo esse objeto de amor do Pai nos é exigente divisor de lados: a luz ou as trevas; e por fim, temos a questão da verdade absoluta na qual todo homem um dia se questionará e se posicionará perante ela.

O amor que emana de Deus por nós é incondicional. Ele toma a iniciativa e vem ao nosso encontro, esteja onde estivermos e como estivermos. Ele não mede esforços para nos salvar, nos ter com Ele. Quer que todos se salvem e conheçam a verdade (Seu amor incondicional que gera vida e é demonstrado na pessoa e ação de Jesus). Por outro lado, é verdade, temos a liberdade de escolha: de aceita-lo ou não. E é nisso precisamente que está à linha limítrofe: Se dissermos “Sim” estamos na Luz/Jesus, aderimos ao seu amor, nos deixamos amar por ele, e isso gera vida plena e eterna; Se dissermos “Não”, essa possibilidade nos coloca perante nós mesmos e nossas próprias forças, caminhos e destinos pelos quais optamos, e que Deus em sua imensa misericórdia nada poderá fazer, porque foi uma decisão nossa. Eis o limite e a fraqueza de Deus. Então, a adesão a pessoa de Jesus é uma resposta de nossa parte ao amor incondicional de Deus por nós.

Por outro lado, Jesus  também é a Verdade que nos questiona e nos colocar a nós mesmos diante de nossa própria consciência, diante do nosso próprio Eu fazendo-nos conhecer o que somos, exigindo uma resposta/atitude que ou nos leve a salvação ou a condenação. No entanto não é Jesus que condena, mas nosso não à Ele que nos coloca tal situação. Sua presença é salvação, nos redime, nos coloca frontalmente perante Deus e perante nós mesmos. Não há como escapar do inevitável: perante Jesus estamos diante de nós mesmos com tudo o que somos, com nossos altos e baixos, e “nús” perante ele Ele, temos que tomar uma decisão e, logicamente, Deus esperar de nós a única reação que lhe acha condizente com sua atitude de amor: aceita-lo, correr para o abraço e dizer: “aqui estou, te amo”. Por isso que Deus investe tanto, até as últimas conseqüências. Mas, entretanto, o contrário poderá se dá e nisso reside a fraqueza de Deus: não poderá fazer mais nada. O evangelho de hoje nos que ajudar a fazer essa experiência de/com Deus: o amor salvífico, que traz vida.

Com esse evangelho, fica para nós o grande apelo: façamos no cotidiano de nossas vidas a experiência do amor de/a Deus através daqueles que ele nos coloca no caminho, pois elevado do alto da cruz, nos atrás a todos para o olhar movido de com-paixão amorosa por nós. Ainda é tempo, deixemos nos iluminar pela luz!

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Recadastramento dos Catequistas

Alô pessoal!  Alô Catequistas!

CNBB está solicitando que todos os catequistas entre no site e se cadastre. Mesmo os que já fizeram a alguns tempo atrás. O motivo é que houve uma nova plataforma de dados mais completa e melhor organizada que a anterior. VAMOS LÁ MINHA GENTE!  VAMOS MOSTRAR NOSSA CARA!  NOSSA FORÇA E NOSSA VOZ! VAMOS MOSTRAR PRESENÇA!

Se liga aí!  Clica no link aqui:  Cadastro dos Catequistas
Ou na imagem aí do lado. Ok?

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Encontro Diocesano de Catequese 2012

Aconteceu nesse dia 11/03, nosso primeiro encontro diocesano de catequese. O tema apresentado foi as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Abaixo veja as fotos de alguns momentos do encontro. Clique sobre elas para passar uma a uma.

 

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Libertação das amarras da Lei, nova compreensão do Sagrado

O evangelho desse domingo, terceiro da quaresma, a liturgia nos propõe para a escuta da palavra e nossa leitura orante, Jo 2, 13-25, Jesus no templo.

O enredo nos permite levantar algumas questões: o ato de Jesus é um ato ético, político e profundamente profético. Ético, porque mostra que rituais religiosos que mais escraviza do que liberta não condizem com a liberdade dos filhos e filhas de Deus; e que porquanto, não legitima o Deus transgressor do Êxodo e dos Profetas. Ato político, porque é uma insurreição contra o sistema dos sacerdotes e de sua teologia divina que ‘atava fardos pesados’ sobre as costas do povo e os mantinha afastado de Deus; e nesse caso, o templo era mais uma ‘matriz’ de corrupção, peleguismo romano e fortalecedor de uma ideologia nefasta do que propriamente um lugar de oração e encontro celebrativo do povo com Deus. E um ato profético, tremendamente profético porque liberta Deus de uma prisão embutida nas consciências dos transeuntes, devotos, tementes e pessoas do povo. Assim, Jesus resgata a verdadeira fé israelita, devolver ao povo o verdadeiro sentido da oração, da religião e da solidariedade. Abre sem precedentes novos paradigmas de relacionamento com o sagrado.

Evidentemente, que o ato de expulsar os vendedores do templo, enfrentar a policia do templo e os sacerdotes não foi uma ação ingênua, como se não houvesse conseqüências e que eles se convenceriam de que ele estava certo e todos se converteriam e o acolheriam com sua mensagem. Foi um ato pensado, calculado, “armado” como se diz na gíria popular brasileira; foi um ato corajoso e que Jesus sabia que ia ter revanche. Por causa desse ato, muitos bons judeus acreditaram em sua proposta revolucionária, porem não a compreenderam corretamente, por isso mesmo estavam eles no meio do povo a gritar dias mais tarde: “Crucifica-o! Crucifica-o!”

Para nós, esse texto nos traz alguns questionamentos: Qual a imagem de Deus e da religião que cultivamos? Ela realmente condiz com a fé cristã? Que imagem fazemos de Jesus?

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Transfiguração do Senhor

Neste segundo domingo da quaresma a liturgia nos propõe como escuta da palavra, o evangelho de Marcos 9,2-10. Nesse texto nos é apresentado Jesus transfigurado tendo ao seu lado Elias e Moisés, e aos seus pés os discípulos Pedro, Tiago e João.

Dentro do contexto em que o evangelho foi escrito e salientando que o mesmo em certo sentido de leitura quer responder a pergunta “Quem é Jesus” fica obvia a resposta nessa perícope proposta para hoje: Jesus é aquele que (a) continua as intuições da linha profética (Elias) e da lei (Moisés);  (b) sendo ele o maior dos profetas e mais que a lei, levando-a a plenitude;  (c)  sendo amado pelo Pai que põe no Filho e sente por ele grande orgulho/alegria.

Assim, olhando para a contemporaneidade de Jesus podemos entender que os lideres religiosos de sua época com toda a sua vivencia religiosa e ética da lei não eram ou não estavam de acordo e do agrado do Pai. Mas Jesus, sim!

Quanto aos discípulos, como testemunhas e sendo eles as colunas da igreja mãe de Jerusalém, reconhecendo e testemunhando essa fato, tem plena consciência de que Jesus é o Senhor aprovado por Deus e pode inclusive serem proclamadores junto ao povo. Entretanto, essa proclamação só poderá ser feita quando do projeto de Deus for cumprido em Jesus pela sua paixão e ressurreição.

A mensagem é clara: Jesus é mais e maior que a Lei (Moisés) e a Profecia (Elias) e nesse caso, somos todos chamados a fazer a experiência de Deus através de Jesus. Para tanto, fica a pergunta e esse texto para nos ajudar:  Quem é Jesus para mim/você/nos, hoje? Contemplemos. Um caminho a luz desse texto? Os pobres! Façamos a experiência, e descubramos o rosto do Senhor. Certamente uma luz numinosa e uma voz forte dentro de nós ecoará palavras de galardão: “…esse é (tu és) meu filho amado, nele ( em ti) está minha alegria e esperança!” Amém!

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Enfoc volta aos trabalhos

A Escola de Catequese – ENFOC (Escola Núcleo de Formação Catequética) – para catequistas de nossa diocese de Caruaru, deu início aos seus trabalhos desde o primeiro domingo de fevereiro e mais recentemente em todos os domingos de maço do ano em curso. Agrestina, Altinho, Ibirajuba, Chã Grande e Gravatá, Bonito, foram as primeiras a receber a equipe dando continuidade aos trabalhos, que nesse primeiro semestre está tratando dos temas da catequese em si; o ministério da coordenação; a pessoa e ação do catequista; o material usado pelos catequistas; bem como dinâmicas de grupo.

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