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A Missa: motivações

Por: Sebastião Catequista Todos sabem que a Missa é uma celebração cujo ritual com sua rica simbologia constitui um ato litúrgico de fé da Igreja. Na Missa, celebramos a vida, a morte e a ressurreição de Jesus, o Senhor vivo e ressuscitado. Ele que está presente na vida do seu povo, se faz presença de fé também nesta celebração. Aliás, a Missa é o encontro do povo com Deus, de Deus com o povo. Dos cristãos com o seu Senhor. É um encontro especial, orante, onde a oração tem seus efeitos na vida pessoal e comunitária dos fiéis. Mas, se compreendemos a Missa assim, como [ Continue lendo]

A oração dos Salmos

            Os Salmos são a oração do povo de Deus, por excelência. De que trata os salmos?  Da vida e da morte; do cotidiano; do trabalho; dos afazeres do lar; das lutas e derrotas; das conquistas e vitórias; do ódio e do amor; da vingança e da justiça; da injustiça e proteção; da esperança e da eternidade; do nascimento e do cuidado com a vida; com a natureza; do homem e da mulher; da criança, do jovem e do idoso; as dores e de Deus; das incertezas e da perenidade.             Não há nada da vida humana que não esteja contemplado nos salmos. Todo [ Continue lendo]

Oração: um caminho, uma tradição.

A oração é uma necessidade da alma. Assim como o corpo necessita de alimento para sua sobrevivência, do mesmo modo a alma precisa da oração.             Pela oração a vida se torna suportável quando os conflitos, decepções e dores do cotidiano aparecem. Orar é um ato de fé, mas também de humildade e esperança – porque expomos nossas fraquezas, nossa pobreza, limitações e utopias.             Ao orar não estamos sós, mas pelo contrário estamos em intima comunhão conosco mesmos e com a suprema divindade. Por isso, a oração é sempre comunhão e [ Continue lendo]

Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós…

Amigo internauta, como é sabido por todos, a primeira parte da Oração à Maria é atribuída às personagens do anjo Gabriel e sua prima Isabel segundo Lucas, 1,28s.42s [1,26-45]. Aí temos a primeira parte: “Ave Maria cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois voz entre as mulheres e bendito é o fruto do seu ventre, Jesus.” A Segunda parte, levou um pouco mais de anos e foi composta pela Igreja. Até ser associada à essa primeira parte teve todo um processo. Há registros entre o século IV ao VI que seguramente dá uma ideia de que foi esse processo associativo. O fato é [ Continue lendo]

A celebração, o rito, os símbolos e a assembleia litúrgica.

A vivência da liturgia (celebração da vida de Jesus e a presença e ação de Deus na vida, na história) passa necessariamente com todos os seus conteúdos pela celebração, cujo rito se faz necessário, e com a presença dos seus atores que ocupa um lugar especial, afinal, sem eles, não haveria celebração. E como se trata da celebração onde se faz memória de Deus na vida do povo, é sumamente importante que ai haja a fé. A “alma” que tece o ritmo da celebração é a fé. Sem fé não há celebração. Pode haver assembleia, motivos, mas essa fica meramente um teatro. Não é [ Continue lendo]

Sua Misericórdia perdura de geração a geração

Amigo internauta, se há uma palavra de uso constante na boca do brasileiro é esta: misericórdia. Tal palavra evoca uma realidade bastante complexa: nossa miséria e o coração de Deus a nos acolher em seu coração amoroso. Miseri – corresponde a nossa condição humana limitada, pequena, humilde, espacial. Cordia – corresponde ao coração amante e amado de Deus que se debruça sobre nossa condição de miséria e o eleva a condição divina. Misericórdia – é então a condição que temos e somos de sermos amados em nossa pequenez por Deus nosso Senhor.             [ Continue lendo]

Seu nome é Santo.

            Amigo internauta, uma coisa que nos identifica de modo irrefutável é o nome. Ele é nossa identidade. Pois bem, em nossa contemplação de hoje, convido-o a refletir sobre o que o bom Deus faz em nossas vida, tendo bem presente a invocação do Seu Nome.             No canto de Nossa Senhora, ela nos afirma: “O poderoso fez grandes coisas em mim, seu nome é Santo” (Lc 1,49). De fato, já algum tempo que estamos refletindo os feitos de Deus na vida de Maria Mãe e as consequências desses feitos na vida da Igreja, e porque não dizer, da Humanidade. [ Continue lendo]

Exulta meu espírito em Deus meu Salvador.

            Amigo internauta, contemplando o cântico de Maria, a Senhora, escrito por Lucas, o evangelista, teço algumas linhas como já o venho fazendo nestes últimos artigos. Hoje, peço a você para mergulhar comigo em algo genuíno da fé cristã: a alegria.             A alegria é uma característica presente nos que estão ou são felizes por algo ou alguém em sua vida. Nesse sentido, a reação muitas vezes é inesperada ou mesmo pensada com efeitos momentâneos ou duradouros por algum ou por muito tempo. Todo nosso corpo, todo nosso ser, biologicamente, [ Continue lendo]

Minha alma engrandece o Senhor.

Amigo internauta, os salmos estão cheios de oração cujo espírito mostra a grandeza da alma em reconhecer o divino criador e seus atos de amor, compaixão e bondade. São louvores, ação de graças e poesias que revelam o amor e a gratidão da criatura para com o criador, e quanto temos para agradecer… Maria, mãe de Jesus e nossa, assim reza a fé crente, passou toda a sua vida em ação de graças pelo amor de Deus derramado em sua vida. Desde pequenina aprendeu a ser assim. Tão logo compreendeu desde pequenina que a vida só tinha sentido com Ele, para Ele e n’Ele. Algo [ Continue lendo]

Bendize ó minha Alma ao Senhor.

Caro amigo internauta e devotos de Maria mãe, começamos um novo ano e nada melhor do que começar louvando a Deus pelos seus atos de amores por nós. Assim nos diz o salmista: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser, seu santo nome! Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus favores!” (Sl 103,1-2s). Pois, bem, Maria mãe cantou e compreendeu esse salmo no mais profundo de sua alma. Se David é autor da maioria dos salmos, se Jesus é seu maior e perfeito cantor, Maria é sua melhor expressão. Sim, pois, sua vida foi uma permanente ação de [ Continue lendo]

Salmo 46: Vinde contemplar os prodígios de Deus!

            Caro amigo, hoje partilho com você o que o salmista nos diz: “Vinde ver, contemplai os prodígios de Deus, e a obra estupenda que fez no universo” (Sl 46, 9). Que obra é essa? Evidentemente você responderá: o próprio universo. Certo, mas em todo universo não há uma obra mais perfeita do que essa: Deus feito carne, feito gente! Isso é algo inaudito e foge aos padrões de qualquer religião ou qualquer outra coisa que depois de Deus venha existir. É revolucionário!!!             Falo do mistério da Encarnação (não confundir com [ Continue lendo]

“Se encontrei graças aos teus olhos…concede-me a vida e a vida do meu povo”

Amigo internauta lendo a passagem de Ester 7,3 e 8,6 que diz: “Se realmente encontrei graça a teu olhos, ó rei, respondeu-lhe a rainha Ester, e se for de teu agrado, concede-me a vida, eis o meu pedido, e a vida do meu povo, eis o meu desejo. Como poderia eu ver meu povo na desgraça que vai atingi-lo? Como poderia eu ser testemunha do extermínio da minha parentela?” me levou a refletir sobre Maria mãe, no seguinte aspecto, cuja leitura acima pode ser muito bem aplicada à Ela, haja vista ser a boa Mãe, de status singular e maior que o de Ester: mãe de Jesus, mãe de Deus! De que [ Continue lendo]

Maria, a intercessora.

É sabido por todos que Maria, mãe de Jesus, tem fama de milagreira e intercessora. Basta ver os santuários, aparições, e testemunhas de seus filhos mais devotos, alguns inclusive bem exagerados nesse quesito. Mas, quem não o seria? Também muitos de nós, religiosos ou não, somos excessivamente exagerados ao ponto de cometer o cumulo de atitudes algumas das mais sem sentido para não falar bizarra e estupidas com nossos ídolos atores de cinema, novelas, e cantores populares dos mais diversos ritmos da música e cultura brasileira. O dito pelo não dito, todos temos lá nossos [ Continue lendo]

Lectio Divina – I: História.

            A “Lectio Divina” é uma expressão usada para designar uma prática antiga da Igreja: a Leitura Orante da Bíblia. Essa prática consiste, sobretudo, em quatro elementos, a saber: a leitura, a meditação, a oração e a contemplação. Por esse caminho experienciamos a partir da leitura e do seu confronto com a vida, a presença e a ação de Deus. Não é algo mágico, muito menos intelectivo ou uma ideia, ou mesmo até algo de extraordinário e sobrenatural, não, não, não. Mas, é algo muito simples, singelo, profundo e mistagógico. Ou seja, aprendemos a [ Continue lendo]

Lectio Divina – II: Como praticar.

             São Cipriano de Cartago aconselhava a Donato: “Sê assíduo tanto à oração como a leitura. Ora falas tu com Deus, ora fala Deus contigo” (Ad Donatum, 15).             Santo Ambrósio de Milão escreve: “A Deus falamos quando oramos, a Deus escutamos quando lemos suas palavras.” (De Afficiius Ministrorum, 1,20,88).             A lista de testemunhas sobre a Lectio Divina é extensa. Mas, na prática como se faz a Lectio Divina? De que é composta?  Basicamente ela é composta de quatros elementos: leitura, meditação, oração e [ Continue lendo]

Salmos

O livro dos Salmos é uma coletânea de 150 salmos organizados em cinco partes de modo a imitar o Pentateuco. Se no Pentateuco, está a Lei em sua história e sentenças, nos Salmos ela se apresenta-nos em forma de oração de louvores, adoração, súplica, ação de graças, memória da história, liturgia e meditação.             Mas, o que significa a palavra salmos? Quem são seus autores? E porque de duas numerações em seus capítulos? E como fazer uso pessoal e comunitário dos mesmos? Vamos por parte.             A Igreja utiliza os Salmos desde as suas [ Continue lendo]

O uso da Bíblia, Palavra de Deus.

“ A palavra de Javé foi dirigida a…” Jn 1,1a “Fala, Senhor, que teu servo escuta” 1Sm 3,10c.             Deus fala, fala sempre! Ele se comunica conosco através dos meios que melhor possamos compreender. Dos muitos meios, um tem a sua predileção: a palavra. É claro que nem sempre a entendemos, por muitas barreiras que pomos em nossa relação com Deus, e por estarmos sempre buscando viver uma cultura que cada dia mais deixa o sagrado a margem de si mesma. Desse modo não estamos/temos o costume de ouvir e decodificar a palavra no cotidiano de nossas vidas de [ Continue lendo]

A Prática da Invocação do Nome

Continuação do artigo anterior: A Forma de Invocação  do Nome. “Esperarei em teu Nome” (SI 52,9) 6. A invocação do Nome pode ser praticada em qualquer lugar e a qualquer momento. Podemos pronunciar o Nome de Jesus nas ruas, no local de nosso trabalho, em nosso quarto, na Igreja etc. Podemos repetir o Nome enquanto andamos. Além do uso livre do Nome, não determinado ou limitado por alguma regra, parece-nos indicado consagrar certos momentos e locais à invocação “regular” do Nome. Quem estiver adiantado nesta forma de oração pode prescindir de tais [ Continue lendo]

A Forma da Invocação do Nome

“Jacó perguntou-lhe: ‘Revela-me, por favor, teu Nome’. E ele disse: ‘Por que perguntas pelo meu Nome?’ E ali mesmo o abençoou” (Gn 32,29). Podemos invocar o Nome de Jesus em diversos contextos. Cada pessoa há de encontrar a forma mais apropriada à sua oração individual. Contudo, qualquer que seja a forma usada, o coração e o centro da invocação devem ser o próprio santo Nome, a palavra Jesus. Aí reside toda a força da invocação. O Nome de Jesus tanto pode ser invocado sozinho como estar inserido em uma frase mais ou menos desenvolvida. No [ Continue lendo]

Deus, Deus, Deus!

Quando a angustia bater à porta… Deus, Deus, Deus! Quando o vazio sorrateiro chegar… Deus, Deus, Deus! Quando os erros me sufocar… Deus, Deus, Deus! Quando a solidão perto de mim se achegar… Deus, Deus, Deus! Quando o mundo agitado está… Deus, Deus, Deus! Quando a dor me consome a gritar… Deus, Deus, Deus! Quando a dívida à sobrevivência me cobrar… Deus, Deus, Deus! Quando o dia é noite escura e a noite é dia… Deus, Deus, Deus! Quando aflito, inseguro e com medo estiver… Deus, Deus, Deus! Quando o trabalho é prazer ou me cansado [ Continue lendo]

Liturgia e Catequese!

Por: Maria do Socorro Santos Vamos conversar um pouco sobre um assunto que tantas vezes nos confunde e nos deixa sem respostas diante do que realmente é, e como fazer acontecer no nosso trabalho pastoral catequético litúrgico. Não podemos falar de Catequese e Liturgia sem ter uma visão do que seja Iniciação a Vida Cristã, esse assunto que nos nossos dias está nos questionando na nossa ação catequética e litúrgica. Vamos partir dos acontecimentos de estudos e Documentos que a Igreja nos oferece para que possamos assim poder fazer um trabalho com eficácia, e levar as pessoas [ Continue lendo]

Sacramento da Eucaristia

Introdução Junto com o Batismo e a Crisma, a Eucaristia faz parte dos Sacramentos da iniciação  Cristã: O Batismo é o Sacramento da Filiação Divina e do ingresso no povo de Deus. A  Crisma é o Sacramento do Espirito  Santo. A Eucaristia é o alimento do povo que caminha sob as luzes do Espírito. Ao falarmos desse Sacramento, queremos olhá-lo sempre dentro da celebração  eucarística (Missa). E pretendemos apresentá-lo sempre como memoria (anamnese) da Paixão, Morte, Ressurreição e Glorificação de Jesus até que ele venha.              A Eucaristia é, pois, [ Continue lendo]

Retiro. O que é e como fazer?

 Por Maria do Socorro Santos O Retiro é o momento em que paramos, deixamos o corre-corre do dia a dia, momento de saída para refletir sobre nós mesmos, a nossa condição de vida. Como estou vivendo? Como está a minha vida? Quais são as minhas motivações e planos? Como estou agindo? É um momento em que saímos do barulho do mundo agitado para ficarmos a sós e com Deus. Trata-se de um momento de intensa e profunda intimidade conosco e com Deus. É um espaço de avaliação, de oração, de meditação e contemplação.            Retiro é também um profundo silenciar para [ Continue lendo]

Interpretação bíblica das línguas e do repouso no Espírito

O dom das línguas e do repouso no Espirito são fatos que dão margem a muitas especulações. É “muito pano para pouca manga”, no dizer popular. São fatos que não se pode negar,  sobre eles se diz muito, muito mesmo, e no fim das contas, pouco ou quase nada se diz. Porque não há muito a se dizer. O “dom das línguas” é um tanto complexo de se entender partindo da realidade e sociedade moderna. Sua realidade está no campo simbólico das ações religiosas e foge a mentalidade racional. Conforme opiniões que escuto aqui, ali, acolá, no geral dizem os seguintes [ Continue lendo]