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Maria Madalena

MARIA-MADALENAMaria Madalena é objeto de atenção em nossos tempos. Numa livraria se pode encontrar vários livros que alegam expor “a verdade” sobre esta discípula do Senhor. Entretanto, as especulações sobre ela não passam de “meras especulações sem sentido”. Especialista sérios são de opinião que, Maria Madalena, segundo a Bíblia e a Tradição (mesmo as tradições marginais) tem em especial atenção, não pelo que se afirmam dela por aí, mas por sua dedicação, amor e serviço de discípula ao Senhor.

As comunidades cristãs primitivas a tem como grande testemunha do Senhor e apóstola (enviada) no seu cotidiano. Isso, entretanto, não significa que ela seja maior ou menor que os 12, e muito menos lhe tenha preterido status de “apostolo” como tal. Isso é uma controvérsia posterior, muito posterior aos acontecimentos. Os 12 são sobretudo ícone simbólico do que crer a tradição do Primeiro Testamento e completada no Segundo Testamento. E Maria não entra nesse mérito da questão. Os temas levantados pelos movimentos do século XX, não tem historicamente substancia concreta para afirmar o que se afirmam dela. Abaixo, a título de catequese, depois de ver muitos sites e blogs, preferimos postar um resumo suscito, bíblico e catequético que usamos de um artigo dos autores Mark Shea e Edward Sri, com a tradução de Emérico da Gama do site/blog o Quadrante. Vale apena conferir,

Segundo o autor do artigo, eis o que se encontra nos textos bíblicos:

“1 – Sete demônios saíram dela (Lucas 8:2).

2 – Ela era uma das mulheres que ajudaram Jesus e seus discípulos enquanto estes pregavam o evangelho (Lucas 8:1-3).

3 – Ela e muitas outras mulheres seguiram Jesus desde a Galileia quando ele foi para Jerusalém no final do seu ministério (Mateus 27:55-56).

4 – Quando Jesus foi levado para ser crucificado, ela e outras seguiram de longe (Mateus 27:55-56; Marcos 15:40-41).

5 – Quando Jesus foi sepultado, ela foi uma das mulheres que observou o lugar onde o corpo foi posto (Marcos 15:45-47).

6 – Ela e outras mulheres foram ao túmulo no primeiro dia da semana para embalsamar o corpo de Jesus (Marcos 16:1-2; Mateus 28:1).

7 – Quando ela encontrou o sepulcro aberto, correu para avisar Pedro e João (João 20:1-2).

8 – Ela foi uma das primeiras a receber a notícia da ressurreição quando um anjo falou às mulheres perto do túmulo aberto (Mateus 28:5-6). Anunciou a boa notícia aos discípulos (Lucas 24:9-10).

9 – Ela foi uma das primeiras pessoas a ver Jesus depois da ressurreição (Mateus 28:8-10; João 20:13-18).

 

Agora, observe o que a Bíblia não diz:

1 – Não diz que Maria Madalena era a pecadora citada em Lucas 7:36-50.

2 – Não diz que era a mesma Maria, irmã de Marta e Lázaro.

3 – Não sugere nenhum tipo de relacionamento especial ou íntimo entre Jesus e Maria. Sempre fala de Maria junto com outras mulheres.

4 – Depois da ascensão de Jesus, a Bíblia nunca mais menciona o nome de Maria Madalena.

 

“Pois haverá tempo em que … se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas” (2 Timóteo 4:3-5).

Uma das primeiras pessoas que relacionaram Maria com a prostituição foi o Papa Gregório Magno, numa homilia que pronunciou no ano 591. Nessa homilia, o Papa identifica Maria com a pecadora anônima que unge os pés de Cristo em Lc 7, 36-50. O modo como Lucas descreve a mulher arrependida (“uma mulher da cidade, que era uma pecadora”) sugere que provavelmente era uma prostituta. Mas por que o Papa identificou essa mulher pecadora com Maria Madalena? Primeiro, porque o relato da mulher pecadora em Lucas 7 vem imediatamente antes da passagem em que Maria Madalena aparece com o seu nome, em Lucas 8. Em segundo lugar, porque a cidade natal de Maria Madalena, Magdala, tinha má fama por causa da sua imoralidade e libertinagem.

A interpretação de Maria Madalena como a prostituta arrependida de Lucas 7 difundiu-se amplamente no Ocidente cristão. Mas não prosperou no Oriente, onde se considerava que a mulher anônima e Maria Madalena eram duas pessoas diferentes. Embora não existam nos Evangelhos objeções à opinião de que Maria Madalena era uma prostituta, também não há provas bíblicas concretas que permitam afirmá-lo. Este pode ser o motivo pelo qual, em 1969, quando a Igreja Católica reviu as leituras da Bíblia empregadas na Missa, decidiu não continuar a usar o relato da pecadora arrependida em Lucas 7 como leitura na festa de Santa Maria Madalena. Deixou claramente em aberto a questão da identidade da mulher sobre a qual Lucas escreve.

Quanto à associação que o Papa Gregório Magno estabeleceu de Maria Madalena com a prostituição, devemos ter presente o contexto em que se fez. Foi numa homilia numa igreja de Roma, não numa declaração dogmática que fosse vinculante para todos os fiéis católicos. O principal objetivo dessa homilia não era fazer uma análise histórica da identidade de Maria Madalena, mas oferecer uma interpretação espiritual e alegórica da pecadora em Lucas 7 e Lucas 8, com o fim de animar os cristãos a seguir um nobre exemplo de arrependimento, amor, devoção e virtude.

Por exemplo, o Papa associa os sete demônios de Maria Madalena aos sete pecados capitais, mas depois continua a mostrar como cada um desses vícios se converteu nela em virtude, graças ao seu arrependimento e à sua fidelidade a Cristo. É possível que o laço que o Papa estabelece entre a pecadora desconhecida e Maria Madalena não nos tenha convencido, mas daí a dizer que a sua interpretação se deveu a um malicioso plano com o propósito de caluniar Maria Madalena é esquecer completamente que o Papa a apresenta como modelo de arrependimento. E a imagem que dela nos transmite a Igreja não insiste nos seus pecados ou na sua hipotética prostituição, mas põe sempre a ênfase na sua conversão, no seu amor por Jesus e no fato de ter sido a primeira testemunha da Ressurreição.”

Fonte: Quadrante

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