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Votar: no presente, decidir o futuro!

bandeira do brasilEm outros tempos, votar era inconcebível. Houve momentos na história brasileira em que homens e mulheres desejaram participar ativamente como cidadãos e cidadãs, do processo democrático de escolhas dos seus lideres, e do processo de desenvolvimento desta nação, mas não puderam. Gerações inteiras lutaram pela democracia e gestaram esperanças.

Hoje, vemos esse processo se consolidando a cada dia, firmando nas novas gerações um legado conquistado sob pena de muitos dissabores, mas com uma esperança que gesta um futuro promissor.

Votar não é apenas escolher entre esse ou aquele/a líder, entre esse ou aquele partido ou programa de governo. É algo mais profundo: é gestar o futuro, é decidir aqui e agora os caminhos futuros pelos quais pretendemos enveredar a vida, a nossa vida, a vida da nação. É gestar uma nova nação.

Tudo isso é muito delicado, frágil, quando se trata de eleições e do processo eleitoral, quando se trata de decidir aqui e agora o que poderá vir depois. O poder que emana do povo e é entregue pelo povo nas mãos de poucas pessoas ainda é frágil e gera uma incógnita.  Mas é salutar que seja assim, é salutar quando comparados a séculos de opressão, de militarismos, de golpes de estado, de ditaduras e falsas democracias. É salutar quando diante do poder que solapou o estado de direito, a liberdade de decidir, quando tolheu a liberdade inclusive do povo ser povo. É salutar quando vemos o povo nas ruas gritando seus direitos de povo e de poder decidir seu destino. É verdadeira democracia.

Passados os anos, de uma geração à outra é transmitida essa conquista da liberdade e da democratização do Estado. É transmitido o direito de votar, de poder decidir o futuro, de o povo ser povo. E ainda que seja uma experiência nova para o Brasil, se comparado aos velhos continentes e países democráticos, damos um show de lições civilizadora, de cidadania, e até exportamos nossa tecnologia e tradição.

            Tudo isso nos permite celebrar e nos comprometer cada vez mais com o nosso futuro, rumo a maturidade plena como nação, mesmo que ainda tudo nos pareça muito frágil e sem falsas ilusões. Esse é o nosso jeito brasileiro, esse é o nosso processo de construção da democratização.

            Essa é a nossa cara! Votar é um prazer que gera compromisso, que gera possibilidades entre a vida e morte, que gera sonhos e decepções, que gera esperanças e novo devir.

            Votar! É decidir o preço do pão, do feijão, do arroz, do comer e do vestir. É decidir os caminhos pelos quais a economia, a saúde, a educação devem seguir. É interferir nos processos históricos e poder gerar uma nova história, uma nova escolha. Eis o significado mais concreto do voto, da democracia, do ato de votar.

            Em fim, votar é o ato mais concreto e profundo da vida, da liberdade, da própria democracia. É decidir entre o ser e o não-ser, entre o presente como está e o futuro que se poderá construir. Votar é o erro mais acertado e desconcertante em que a cada quatro anos poderemos reciclar como exercício do aprendizado num ciclo que gera acertos e erros, mas que “um filho teu não foge a luta” gerando de novo, novas possibilidades. Eis o significado profundo de cada eleição, da democracia brasileira, desse momento histórico para cada um dos brasileiros.