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Planejamento Catequético

Por: Sebastião Catequista.

Todo mundo sabe que, para começar alguma coisa, qualquer coisa, temos que pensar e contar com as vantagens, com as desvantagens, com suas variáveis e consequências. É inevitável! A questão é: ou fazemos isso pensando; ou fazemos isso ao contrário, na “tora”, “quebrando a cabeça” aprendendo do modo mais difícil possível. No primeiro caso, damos o nome de planejamento; no segundo, entre outros “nomes” inexperiência mesmo. Mas, se planejamos algo devemos nos perguntar o que e para que, e dependendo da resposta teremos mais perguntas que explicitamente ou implicitamente deveremos responder: quando, onde, com quem, para quem, etc.

Desse modo constatamos o quão é importante sentar e planejar, pois do contrário ficaremos na mesmice e corremos o risco de não aproveitar, não aprofundar, não progredir, e não descobrir o sentido das coisas que fazemos, e onde queremos chegar.

Assim, a catequese enquanto “encontros formativos” realizados com nossos catequizandos, planejado ou não, na sua maioria tem como meta, ao final de um ciclo, a recepção dos sacramentos seja ele os de iniciação cristã (batismo, eucaristia, confirmação) ou do serviço (ordem e matrimônio) ou da cura (penitência e unção) e; talvez, o despertar de uma consciência para o engajamento na comunidade paroquial.

Apesar do discurso na ponta da língua, quase nunca os preparamos para a vida no mundo onde devem viver como testemunhas do Ressuscitado, pessoas cidadãs participativas, atuante e profetas como o mestre. Entretanto, esta preocupação está em nossas catequeses, porém de forma muito fraquinha e sem muita força. Não tem tanta ênfase como, por exemplo, a recepção sacramental.

E isso, como tantas outras coisas importantes para a formação dos nossos catequizandos precisa ser vista. E como saber o que é importante; mais importante e excelente? É aí que entra o planejamento e a consciência do trabalho em equipe. Seja como for, é necessário que toda catequese tenha um planejamento onde haja objetivos e metas a serem atingidas a curto, médio e longo prazo no sentido de fazer os nossos catequizandos apreender os conteúdos da fé, na vivência comunitária, no engajamento que transforma e no testemunho missionário e cidadão dentro e fora do espaço eclesial. Sobretudo lá fora onde passamos maior parte de nossas vidas em casa, na escola, no trabalho, na rua, no mundo.

E como ao fazer isso, monitoramos nossos catequizandos e termos certezas de sua maturidade e identidade cristã? É claro que é impossível monitorar, acompanhar, ajudar a discernir, chamar atenção e deixar a pessoa do catequizando, agora catequizado, tomar suas próprias decisões a partir do conteúdo dado e assimilado. É impossível! Até porque, seguindo o exemplo de Jesus, ele mesmo convivendo com os discípulos ensinou três anos, o resto foi trabalho do Espírito que habita em seus corações. E tiveram que aprender a escutar o Espírito… e não é trabalho da catequese “monitorar” ninguém, mas sim, dá uma formação sólida que leve nossos catequizados a ser e a assumir de verdade sua fé na comunidade eclesial e no mundo. E para isso é indispensável o planejamento.

Para que serve então um planejamento nesta perspectiva?

O planejamento serve para perseguir metas, facilitar a execução do trabalho, alcançar os objetivos traçados. Com isso, podemos ganhar tempo, não desperdiçar recursos e esforços, avaliar o caminho feito, refazer o percurso, contar com os imprevistos, nos preparar para a conquista do melhor, nesse caso, a excelência dos objetivos alcançados.

Podemos então nos perguntar: o que precisa para fazer um planejamento? Primeiro que tudo cada um em particular e como equipe tomar consciência da importância do planejamento; segundamente aprender a trabalhar em equipe para o mesmo fim; depois, ter clareza do que é que todos querem; para em seguida ver com quais recursos humanos, financeiro, didático e espiritual podem contar para realizar tal tarefa. Alias, foi isso que Jesus no evangelho nos ensinou a fazer, confira Lucas 14,28-32.

Uma vez, tendo esses elementos a disposição às perguntas necessárias (o que, quando, onde, com quem, para quem, o sentido do fazer) para dar continuidade ao processo aparece naturalmente. E sua resposta vai depender da capacidade do grupo poder se articular e realizar as tarefas.

Evidentemente que, devemos estar atento para as variáveis do planejamento. Uma equipe dividida, desunida; uns que acham que sabe mais que outros; palpiteiros de última hora; e os que botam defeito em tudo; mais aqueles que se sentem mais santos que os outros, são os entraves que antes de começar atrapalham todo processo. E aí fica difícil se se não tomar decisões, inclusive algumas radicais, dependendo do contexto, mas que como nos diz santo Agostinho: em tudo a liberdade, na discórdia a caridade, na concórdia a comunhão. Essa é a lição mais difícil.

O fato é que, o planejamento se faz necessário para o sucesso de uma boa catequese e para um bom resultado cujo tempo demostrará nas gerações dos novos cristãos. Com o planejamento organizado o nosso papel de catequistas é semear a Palavra, regá-la com as virtudes e qualidades necessárias para fazê-la crescer e dar bons frutos.

Então? Na sua Paróquia ou grupo de Catequistas tem planejamento? Como é essa experiência? Que tal partilhar aqui?

4 Comments on Planejamento Catequético

  1. Francisco Lima Duarte Filho // 28 de fevereiro de 2017 em 22:12 // Responder

    Olá, boa noite! Acessei o blog pela primeira vez e fiquei feliz pelos assuntos que li sobre a catequese. Parabéns pela iniciativa de propagar tanto conhecimento a nós catequistas.
    Sou coordenador da catequese no Santuário São Francisco de Assis em Brasília

  2. Muito bom!

  3. Olá boa noite! Estamos acessando seu blog pela primeira vez, e, entusiasmado com os conteúdos postados, fico feliz em termos mais um canal de comunicação no qual podemos nos abastecer em nosso Itinerário Catequético.Somos Ministro Catequista na Diocese de Petrolina, cujo modelo adotado há muito tempo, é o da CATEQUESE FAMILIAR DE INICIAÇÃO CRISTÃ.

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