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O uso da Bíblia, Palavra de Deus.

“ A palavra de Javé foi dirigida a...” Jn 1,1a

“Fala, Senhor, que teu servo escuta” 1Sm 3,10c.

           4biblia Deus fala, fala sempre! Ele se comunica conosco através dos meios que melhor possamos compreender. Dos muitos meios, um tem a sua predileção: a palavra. É claro que nem sempre a entendemos, por muitas barreiras que pomos em nossa relação com Deus, e por estarmos sempre buscando viver uma cultura que cada dia mais deixa o sagrado a margem de si mesma. Desse modo não estamos/temos o costume de ouvir e decodificar a palavra no cotidiano de nossas vidas de forma natural. Ao invés disso, preferimos inventar outros meios de lhe escutar, meios artificiais, “religiosos” e “milagrosos”, porque dá mais “força de persuasão” e comove à devoção.

            Contudo, como nos dizem os profetas, Sua palavra é viva e eficaz, penetrante até a medula óssea (Hb 4,12-13) e não volta para ele sem antes ter cumprido a missão para qual foi destinada (Is 55,10-11). Logo, a comunicação entre Deus e nós sempre acontece de modo humano e eficaz.

Como cristãos, entendemos que essa palavra tem seu ponto alto na pessoa e ação de Jesus. É a partir dele que compreendemos melhor o jeito de se comunicar de Deus e o conteúdo que ele nos quer comunicar.

            E a experiência dos cristãos com Jesus resultou no escrito do Segundo Testamento, que com o Primeiro Testamento, formam a Bíblia Sagrada – Palavra de Deus para nós. Através da leitura-escuta dessa palavra nos exercitamos melhor na real escuta de Deus no cotidiano da nossa vida.

            Com isso, podemos entender que Deus nos fala. Ele nos fala pelos acontecimentos, através de sua palavra escrita a Bíblia Sagrada, e, sobretudo na pessoa e ação de Jesus de Nazaré.

            Como podemos O escutar? Um meio de exercício é a Bíblia! Mas como e quando devemos usar a Bíblia no exercício da escuta da Voz de Deus?

            A partir da prática da igreja (porque não dizer também de minha experiência pessoal), convido os internautas a fazer o exercício da “leitura orante” naqueles momentos oportunos que repousamos do cansaço; ou mesmo naqueles momentos que nada temos a fazer; e ainda mais, naqueles outros em que nos encontramos diante de situações que exige uma parada critica e precisamos exercitar a perspicácia, o bom senso e a sabedoria. Nessas horas, é hora de escutar a Palavra, lendo nas entrelinhas (“por trás das palavras”) de suas histórias, ensinamentos, orações, a Voz de Deus. É hora de exercitar!

            Também é oportuno nos momentos orante, orar a palavra através da recitação dos salmos, hinos e cânticos existentes na própria Bíblia. Para isso, a tradição orante brasileira tem um excelente livrinho de ajuda e auxílio: o Oficio Divino das Comunidades. Uma boa Bíblia (boa no sentido de suas orações terem poética, melodia e estrutura gramatical perfeita) ajuda a rezar, tomo a liberdade de sugerir a Bíblia de Jerusalém.

            Quanto ao tempo, a igreja em sua tradição bíblica orante, reserva para si pelo menos algum tempo durante o dia: às seis horas (laudes); às nove horas; ao meio-dia; às três da tarde – conhecidas como ‘oração meridiana’; às seis da tarde (vésperas); e ao dormir (completas). É claro que no corre-corre do dia a dia e na vida moderna esse ritmo é quase impossível, contudo, duas ou três dessas horas podemos pelo menos cumprir. O importante é que, não percamos o ritmo orante e a escuta de Deus.

            Há outros modos de usar a Bíblia no exercício da escuta e da leitura orante, por hora, fiquemos com essa experiência.

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