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O Homem e a Mulher na Doutrina Social da Igreja.

            papas_doutrina_socialQuando a Igreja em contextos diferentes, motivada pelos desafios político, econômicos, sociais, emitiu um parecer e formulou em linguagem doutrinal seu pensamento, oferecendo a sociedade sua contribuição na área social, não o fez como perita ou técnica em assuntos tais mas emitiu um juízo pastoral, como pastora que é do povo de Deus que vive na Sociedade.

            Sua contribuição vem no sentido de exortar, animar, exigir e orientar quando temas tais (política social, econômica, etc) enfoca o ser humano como mero espectador ou apenas como receptor ou mesmo como instrumento de manipulação às ideologias e ações que visam o lucro, o consumo e o poder em detrimento de uma minoria, sem que a vida e o ser humano seja levado a sério como protagonista e sujeito ativo que decide o que quer, quando quer, como quer, e assume como individuo e como sociedade consciente de sua ação, sabendo dos riscos e conseqüências.

            O homem e a mulher, se pensarmos em ambos como individuo e povo como sujeito coletivo, não sabem ou não participam ativamente do processo social e das conseqüências que esse processo possa ter, tornam-se meros instrumentos manipuláveis e sobrantes dentro do sistema, e é isso, que no mundo moderno está acontecendo. Povos inteiros estão a mercê do sistema, vendo suas vidas tolhidas, seus sonhos devastados enquanto o planeta passa por uma situação de risco antes nunca visto. O sistema financeiro engole milhares de políticas públicas, bancos são falidos, os pobres morrem a míngua. Nesse meio tempo, alguém precisa lembrar que os seres humanos não são mercadorias, não são só consumidores. Há que fazer enxergar sua dignidade, sua responsabilidade perante a vida, o planeta e a si mesmo.

            Valores precisam ser lembrados, pregados, cobrados, exigidos. A transparência e a ética se tornam grandes aliados da causa. Grupos, Associações, ONGs, Personalidades devem pensar e buscar caminhos de soluções, deve interferir nesse processo e propor alternativas, mas também devem contar com a possibilidade de uma recusa por parte dos que mantém esse processo. Os povos e o povo dos pobres devem buscar meios de se fazerem ouvidos.

            A Igreja, enquanto força e voz que se faz ouvir, emite seu juízo e ensina sua Doutrina Social. Nessa Doutrina, seu olhar para o homem e a mulher, é de valorização, de resgate de sua dignidade de filhos e filhas de Deus e por isso mesmo, de indivíduos cidadãos e cidadãs, que tem um papel ativo. Os bens naturais são vistos, segundo ela, como algo a se cuidar, zelar e desfrutar com responsabilidade. A sociedade deve viver em harmonia e em irmandade. O ser humano deve ser agente participativo, não mero espectador e consumidor irresponsável. Ela sabe que está lidando com humanos e como tais devem ser vistos e não como devoradores dos bens, da vida e dos próprios seres humanos. Por isso que ela defende em sua Doutrina Social a participação ativa do homem e da mulher e que sejam tratados como agentes ativos, sabe que existem condutas e regras morais que devem ser seguidas para que haja respeito, dignidade, irmandade e partilha justa, fraterna e igualitária dos bens.

            Mas tudo isso é uma utopia se não escutada pelos grandes que decidem e pelos pequenos que são manipulados. Em fim, todos têm que ouvir entender e aceitar, mas não é fácil porque em certos “mundinhos” o lucro e o capital, com o consumismo que gera poder, riqueza, opressão e modernidade vem primeiro. De qualquer forma, a Doutrina Social da Igreja reza: homens, mulheres e vida em primeiro lugar.

Para ajudar a pensar:

  1. Você já parou para ver como é pensado pela Igreja o Ser Humano?
  2. Como você entende o encontro dos lideres mundiais para tratar dos problemas que o planeta vem sofrendo por conta das ações humana?
  3. Qual a principal questão apresentada na atual Encíclica Social do Papa Bento XVI   lançada em 2009?

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