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Jo 12, 20-22: Queremos ver Jesus

queremos-ver-JesusOs gregos ouviram falar de Jesus. Sua fama se espalhou. Alguns gregos prosélitos, por algum motivo foram em busca de ver Jesus. Encontram André e Filipe, discípulos do Senhor. Pronto, o encontro foi arranjado. A atitude dos gregos supõe fé no Deus dos pais, Javé; eles eram prosélitos e ouviram falar da pessoa e do agir de Jesus (Jo 6, 37-38). Jesus é a definitiva manifestação de Deus no meio do povo (Hb 1, 1-4; Jo 5, 39.43a). Ele nos fala do Pai, de seu amor por nós. Ele age como age o Pai (Jo 5,19-20; 7, 16-18; 8, 25-29; 14, 5-11). Ver Jesus não significa para nós, hoje, conhecer somente a sua pessoa e trajetória histórica, mas significa algo mais profundo: ver e ter clareza do que ele É e n’Ele enxergar o sentido real de nossa existência. Isso se faz a partir da fé. É um ato de fé (1Pd 1, 8-9). Ver Jesus é mais que um desejo dos olhos da carne, é um desejo dos olhos do coração, a fé.

            João 14, 6  Jesus nos afirma categoricamente que é Caminho, Verdade e Vida. O evangelista nos diz que sua alegria é poder partilhar dessa alegria de tê-lo visto, de tê-lo apalpado com as mãos, e tê-lo ouvido (1Jo 1,1-4). Ele que é o Verbo da vida (Jo 1,1-4).

            Quando dizemos “Jesus é o Caminho” queremos indicar que Ele é o modelo, o paradigma, a norma de nosso pensar e agir, principalmente em relação a Deus e aos irmãos; quando dizemos “Jesus é a Verdade” é a verdade em relação a “Revelação” de Deus e suas maneiras de nos interpelar, de se relacionar com suas criaturas e de conduzir a criação para seus propósitos (Ef 1,9s; Col 1,15). Jesus é verdade enquanto referencia à Deus. Conhecer Jesus que é verdade é ter acesso à liberdade. Ele nos faz livre (Jo 8,36; Gal 5, 1.13) e como pessoas livres somos capazes de agir segundo a verdade, percorrendo o caminho que nos conduz a vida (Rm 6, 23); “Jesus é Vida” e quando assim o dizemos, cremos ser ele a essência da existência, e  só é possível a partir d’Ele e n’Ele encontra o sentido de ser (Jo 1, 3-4a; Col 1, 15-20; 1Cor 8, 6b-7a). Daí todo resto é consequência. Ter vida é existir. Existimos em Jesus e para sempre. Nele, pela fé, nossa vida é eterna. Falamos vida enquanto o mais profundo do ser.

            Aqui e agora nossa vida é limitada a condicionamentos, somos frágeis, sujeitos a transformações e às leis naturais da sabedoria de Deus. Aqui somos aprendizes da vida e do que há de vir de forma definitiva (Rm 8,18-30; 1Cor 15; 2Cor 5, 1-10).

            O mundo, a sociedade, está em processo acelerado de transformações, nesse processo é preciso ter clareza do que professamos e experimentar de modo diverso o sentido que damos a vida. Nesse processo se faz necessário um encontro com o Senhor, vivo e ressuscitado. E dar a razão de nossa fé e esperança  (1Pd 3, 15b) aos que nos pedem, é primordialmente imperativo. Um passo importante é acolher e se sentir acolhido na comunidade dos seguidores de Jesus; os gregos que foram a Filipe e a André pedindo para ver o Senhor, foram aos discípulos, pois sabiam que por meio deles poderiam ter um encontro com Jesus. Mateus nos deixou essa tradição: na comunidade de fé Ele se faz presente (Mt 18, 18-20), pois, dois ou mais estiverem fazendo memoria legitima dele, aí ele se encontra. Abramos, pois, nosso coração, pois ele está a bater, pedindo para entrar (Ap 3,20) segundo João no Apocalipse.

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