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Espiritualidade – I

            existirEspiritualidade é uma palavra cujo conteúdo e realidade a que se remete é densa e susceptível de variadas leituras e perspectivas. Como nos diz Leonardo Boff, “Todo ponto de vista, é vista de um ponto”, pois, bem, parafraseando-o podemos aplicar tal pensamento a espiritualidade.

            Dependendo da fé que se professa, que se crer, que se abraça, levando em consideração que homens e mulheres são seres naturalmente religiosos, a espiritualidade pode ser vista a partir do contexto religiosos específico ou de modo mais amplo. Praticas religiosas e uso de objetos sacros não caracteriza a espiritualidade, apesar de tais coisas possa nos remeter a uma pratica espiritual, mesmo não a identificando necessariamente. Mas, tudo isso é muito relativo quanto a espiritualidade. Enveredaremos por outro caminho.

            Mas, no geral, o que seria espiritualidade?

            Olhando por outro lado, o mundo moderno, de práticas e ideologia capitalista onde o poder econômico e o consumismo dita moda, práticas políticas sociais e dita o estereotipo pelo qual homens e mulheres devem ser, onde empresas tem como objetivo servir e satisfazer cada dia mais um público exigente e uma sociedade cada vez mais altamente consumista e prisioneira de suas próprias tramas, falar de espiritualidade é paradoxalmente intrigante.

            Muitas empresas hoje apostam na espiritualidade para quebrar o ritmo e as consequências nefastas desse modelo de sociedade e capitalismo no qual estão inseridas. Empregados, clientes, produtos, objetivos e metas são tomados a partir de valores que humanizam, que cria laços e traços de humanidade, satisfação e gratuidade além do só o lucro e o consumismo a galopante e desenfreado.

            Nesse sentido, veja por exemplo, o trabalho de assessoria e as obras de Anselm Grün, monge beneditino, alemão.

            Mas, o que faz e torna a espiritualidade um elemento importante dentro da lógica do capitalismo?

            Quem não conhece, por exemplo, o autor James C. Hunter, que é autor de “O monge e o executivo – uma história sobre a essência da liderança”? O mesmo ao escrever sobre as crises pessoais da personagem, vai tecendo no enredo alguns elementos de espiritualidade cuja ideia central, se fiz a leitura correta, trabalha aqueles valores humanos em que numa sociedade competitiva e consumista nos faz esquecer: de quem nós somos e de como deveríamos ser e agir. Talvez, a palavra que está por trás e fala muito dessa realidade nesse contexto, seja justamente espiritualidade.

            Pois bem, espiritualidade é um elemento importante que está em alta no mercado, juntamente com outro elemento, a ética. Seu alcance extrapolou os víeis e o espaço do templo, da religião. Seus horizontes se alagaram, ou nós enquanto sociedade, passamos a compreender sob outro prisma além daquele religioso.

            Mas de que espiritualidade estamos falando?

Aguarde, teremos muito que conversar e compartilhar. Aqui, creio eu, damos os primeiros passos. Será interessante nossa conversa? Aprenderemos, concordaremos, discordaremos e trilharemos o mesmo caminho?  Não sei, mas sei de uma coisa, a liberdade de expressão nos permite esse diálogo, e como diz o filosofo: “Posso não concordar com você, mas lutarei para que você possa exercer o seu direito de expressá-lo”. Vim para expressar-me sobre espiritualidade, ecologia e temas afins, mas dentro desse universo num contexto de pós-modernidade. Não sei muito, confesso, mas adoro o ABC-Dário das palavras e temas, que emitidos formam opinião.

            Cordial abraço.

            Sebastião Catequista.

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