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EJC x Catequese

EJCA Igreja no Brasil é muito rica e dinâmica de ações e movimentos pastorais. É uma árvore que tem dado bons frutos. Assim, podemos falar desses frutos, sendo um deles o EJC (Encontro de Jovens com Cristo) que é uma atividade pastoral com os jovens filhos/as advindos de famílias que fizeram o ECC (Encontro de Casais com Cristo). Um dos muitos movimentos da Igreja no contexto atual.

            O EJC tem uma dinâmica envolvente, criativa, livre e com metodologia e linguagem jovem para jovem. Os adultos que nele se insere, o faz de modo discreto, sem interferir na dinâmica própria do movimento e do jeito de ser dos jovens.

            Como o EJC, muitos outros movimentos juvenis anteriores a esse, também tiveram seu momento e deram uma grande contribuição para a Igreja e para a Sociedade. Lembramos aqui a Pastoral de Juventude com seus diversos seguimentos: PJE, PJMP, PJR, PJ, etc. Não foram poucos os grupos de jovens que um após outro nascia aqui, ali, acola e iniciavam e viviam um processo de participação, convivência, formação e transformação tanto na vida do jovem como na vida da comunidade-igreja em que estavam inseridos. Bons tempos!

            Entretanto, a história dar passos, forja novos contextos com novos atores. Nesses novos contextos surgem novos paradigmas e novos rostos e possibilidades; como é o caso do movimento em questão. Não que as outras formas não sirvam mais, não é isso, mas que depende de realidade-contexto de cada lugar e época. Muitos desses movimentos e pastorais se adaptaram, outros morram e deram lugar a outros, e assim por diante.

            O EJC hoje constitui euforicamente uma realidade contagiante que permeia toda a igreja-comunidade; e é uma força significativa que desafia até mesmo dimensões da igreja, como a catequese; principalmente a catequese crismal e perseverante. Em dado momento parece haver uma linguagem silenciosa que até se choca ou mesmo nos dá a impressão de concorrência, ou até mesmo de trabalhos paralelos. Por outro lado também, dependendo de seus agentes, assessores e colaboradores de ambos os lados, se tem a grata alegria da comunhão, da união e na participação de estar juntos.

            Pois, bem, a Dimensão Catequética ou a Pastoral de Catequese, enquanto dimensão é mais abrangente e vai mais longe por se tratar de uma dimensão e não de um movimento ou pastoral, ainda que, assim aja e exista. E como dimensão permeia toda a Igreja de modo que faz parte do seu Ser em si, e nesse caso, não se limita a necessidade, mas a supera. A Catequese é primordial, é o sangue da Igreja.

            Assim, ao olharmos para as atividades do EJC e da Catequese sob um olhar de conjunto, como disse, temos a impressão de forças paralelas que numa hora se encontram e caminham juntas, noutra hora se separam e caminham separadas. Mas tudo isso é só aparência. Aparência, porque, enquanto dimensão, a catequese está presente no EJC de modo factual e constitui um processo ainda que não seja especificamente catequético o é pela sua condição geral da formação cristã.

            Por isso, se faz necessário pensar o EJC e a Catequese nesse campo, de forma flexiva, aberta, construtiva, de sucessivas etapas comuns ambos os lados; de modo que, tanto um como o outro possa cumprir na vida dos jovens suas metas, cuja objetividade é cumular seus ouvintes de experiência, participação, maturidade e vivencia da fé cristã.  Então deve haver entre os catequistas e os responsáveis pelo acompanhamento, assessoria e formação do EJC, algumas linhas de ação; algumas metas e sobretudo uma comunhão e largueza de espírito, de modo que, possam chegar cada um a contento aos objetivos desejados. E para isso, creio eu, é uma oportunidade riquíssima haver uma interação entre e principalmente do EJC com a Catequese de Crisma e vice-versa. Como também, é importante avaliar a caminhada feita, monitorar os passos, orientar os grupos e as atividades de pós-encontro, para que não haja uma dicotomia e muito menos um arrefecimento dos grupos, e para isso, a Catequese tem boas experiências com seus grupos de jovens e perseverança; como também a rica experiência da Infância, Adolescência e Juventude Missionária.

            Chamo a atenção para isso, porque sei que o Movimento que dá origem e acesso ao ECC, EJC e Amigos do ECC/EJC, tem toda uma programação e orientação, como também a Catequese tem a sua própria orientação e é muito mais abrangente. Pois, se ambos criarem dialogo e espaços que favoreçam dentro do processo permanente de formação o desenvolvimentos de ações que facilitem a convivência, a troca de experiência, o compromisso e a transformação, chegaram de fato a cumprir tanto especificamente como no geral, aqueles objetivos que nos faz comum e família cristã: a vivencia do evangelho, da fé e da vida.

            Fica, pois, nossa reflexão, alerta, proposta e o convite. Não somos contrários, somos irmãos, iguais e diferentes; e ser diferentes não é sermos inimigos, rivais ou melhores ou piores, apenas, por caminhos diversos buscamos a mesma luz, sonhamos a mesma paz. Que tanto os organizadores do EJC como os que fazem a Catequese se possam dar as mãos e aprender um do outro; e juntos façamos o melhor para os jovens, para a Igreja, para Cristo.

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