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Deus existe, é real!

deusMas em que consiste? Nada sabemos, a não ser daquilo que foi conservado pela Igreja e é doutrina de fé. Deus é real. Existe. Ele próprio é a Origem das origens. Sua Natureza é de ordem diferente de tudo o que existe e mesmo assim, nos é próximo, amoroso, cuidadoso e axial. Nada do que existe ou venha existir lhe é igual ou semelhante em natureza. Ele é único e como disse a Origem de toda origem. Não existe nada antes dele, acima dele, abaixo dele, a frente dele, superior a ele ou em essência como ele ou com ele. Ele é único. Totalmente Diferente, totalmente Outro, totalmente Santo. Numa palavra: Deus não tem origem, simplesmente É (cf. Ex 3,13-15).

Enquanto assim É, se revelou a nós, seres humanos, em um contexto, com tempo, época, cultura, linguagem, geografia bem determinados (cf. Ex 6, 2-8). Revelou-se como Único, Próximo, e ao mesmo tempo Diferente, Transcendental (cf. Gn 15, 1-20; 17, 1-22). Essa revelação foi por etapas, até que, quando foi possível à compreensão humana, nos fez entender que mesmo sendo Único em Essência e Natureza, era de alguma forma Três.

Não é Três Essências e Três Naturezas, mas uma única Essência e Natureza. E como Único há em Si três Pessoas distintas. E foi esse Único Um em suas Três Pessoas distintas que se fez nosso interlocutor durante toda a Existência e História humana. Daí o porque do ‘Mistério’ e da inalcançável inteligibilidade de nossa parte. Deduzindo pois, que restando-nos apenas sua contemplação e adoração.

A Revelação:

Como aconteceu essa Revelação, como compreender o Único UM no seu relacionamento conosco? Bem, a Doutrina da Trindade nos diz, respaldada pelas Escrituras, que o Deus Único se manifesta na História da Salvação humana contida nas Escrituras e dando continuidade na História Comum (hoje) da seguinte forma, sendo essa forma compreendida e difundida pelos Padres (Pais da Igreja): enquanto Pai, a Pessoa do Pai – Deus se revelou como Altíssimo, Criador, Todo-Poderoso, fazendo uma aliança com o povo de Israel dentro de um contexto específico; De outro modo, se revelou como Pessoa, sendo Filho – que viveu também numa cultura, época e contexto específico, transmitindo aos seus conterrâneos boas novas (Evangelho) de Salvação e Redenção, preparando-os para a obra do Espírito e a compreensão total de sua realidade divina na fé; e por último e não sem surpresas, temos outro modo da revelação de si mesmo como Pessoa Espirito Santo – que durante todo processo da Revelação; da História humana; da história especifica do Povo escolhido, se fez presente, perceptível à fé através de situações e pessoas ungidas, proféticas e santificadas pela própria força divina. Desse modo Ele se dá a conhecer em Pessoas três, mantendo, porém sua unicidade, essência e natureza, como já fora dito.

Mas, e os nomes Pai, Filho, Espírito Santo? Esses nomes nos dizem da realidade de Deus enquanto Pessoas distintas uma das outras e de sua ação, entretanto, não nos diz da Unicidade e da Essência e da Natureza de Deus em si mesmo enquanto Um Único. Quanto a esse fato, nós, O nominamos simplesmente de “Deus” quando nos referimos a sua Única e Indivisa Essência e Natureza.

Jesus e suas Duas Naturezas:

E Jesus? Jesus… ele possui duas Naturezas distintas: a humana e a divina. O mesmo, por exemplo, não se dá com o Espirito e com o Pai. Por que? Porque a pesar de os denominar com o substantivo “Pessoa” estamos assim fazendo referencia a Sua Santa Personalidade distinta dentro da categoria “Trindade” enquanto se nos apresenta economicamente, e nesse caso, fazemos com isso referencia ao seu papel no mistério da Revelação (Criador, Santificador). Só Jesus tem a Natureza humana, é terreno, finito, e ao mesmo tempo é divino, eterno… Entretanto, Jesus não foi criado, mas gerado e por ação do Espirito Santo, assumiu nossa natureza nascido do corpo de Mulher, de uma criatura finita plenificada pelo Espirito por vontade e consentimento da Pessoa do Pai (cf. Lucas 1, 26-38).

O Credo da Igreja:

O Credo Niceno-Constantinopolitano em suas poucas e resumidas frases nos coloca de modo admirável essas realidades e nos faz professar tal fé quando lhes pronunciamos as letras, saboreando aquilo que à mente se não é de todo compreensível, pelos menos é intrigantemente contemplável sob as luzes do Espírito, como nos diz o velho Simeão o Teólogo. Sugiro ao meu leitor que pegue-o e reze-o.

“Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo – como era no principio, agora e sempre – amém”

A experiência contemplante de Santo Agostinho:                

               Santo Agostinho de Hipona, grande teólogo e doutor da Igreja, tentou exaustivamente compreender este inefável mistério. Certa vez, passeava ele pela praia, completamente compenetrado, pediu a Deus luz para que pudesse desvendar o enigma. Até que deparou-se com uma criança brincando na areia. Fazia ela um trajeto curto, mas repetitivo. Corria com um copo na mão até um pequeno buraco feito na areia, e ali despejava a água do mar; sucessivamente voltava, enchia o copo e o despejava novamente. Curioso, perguntou à criança o que ela pretendia fazer. A criança lhe disse que queria colocar toda a água do mar dentro daquele buraquinho. No que o Santo lhe explicou ser impossível realizar o intento. Aí a criança lhe disse: “É muito mais fácil o oceano todo ser transferido para este buraco, do que compreender-se o mistério da Santíssima Trindade”. E a criança, que era um anjo, desapareceu…

           Santo Agostinho concluiu que a mente humana é extremante limitada para poder assimilar a dimensão de Deus e, por mais que se esforce, jamais poderá entender esta grandeza por suas próprias forças ou por seu raciocínio. Só o compreenderemos plenamente, na eternidade, quando nos encontrarmos no céu com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

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