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Teologia

Amor e liberdade na vida a dois

celebração do Sacramento do Matrimônio – Direitos Reservado Por: Sebastião Catequista Toda tentativa de conceituar e falar do amor o limita de certo modo, como também revela sua riqueza e interioridade nas mais variadas situações. O mesmo se aplica a liberdade. Entretanto, nem por isso deixamos de falar sobre o amor e a liberdade. E aqui tecemos essa reflexão sobre o amor e a liberdade contextualizado na vida a dois. Comecemos pela liberdade… A liberdade é essencial à vida humana. Faz parte de sua constituição visceral. Com a liberdade podemos ser criativos, dinâmicos [ Continue lendo]

Conselho Pastoral Paroquial

O texto a seguir quer ser uma reflexão para ajudar o Conselho (CPP) e os conselheiros de nossas comunidades sobre sua importância e função. O papel do Conselho Paroquial O Conselho Pastoral Paroquial tem uma importância muito grande pelo fato de ser a representatividade de todo o corpo da Igreja. Através do Conselho se concretiza a participação e a comunhão dos grupos, movimentos e pastorais. Entretanto, o CPP não é uma democracia e sim um grupo que por sua natureza obedece regras hierárquicas da Igreja. O CPP existe para fazer essas regras funcionarem e para harmonizar a vida da [ Continue lendo]

Erros e Pecados

Cometemos muitos erros, é verdade. Mas, os erros que na vida cometemos os cometemos porque queríamos acertar, arriscando um caminho, uma opção, uma hipótese, construindo uma solução porque tínhamos a impressão de que acertaríamos; ou erramos por não saber, não conhecer e foi total inocência nossa; ou erramos porque fomos displicentes ou desejamos que fosse assim, por pura impulsividade sem medir as consequências de nossos atos. Erramos e erramos feio!             Com o nosso erro aprendemos que todo ele tem consequências. Umas leves, outras graves e outras [ Continue lendo]

Jesus: homem.

Caro internauta, Jesus é Deus, confessa a Igreja. Mas, para chegar a essa confissão de fé foi um longo processo. Os livros dos evangelhos nos dão testemunho desse processo. Neste artigo, tecemos uma pequena reflexão nesse sentido: Jesus humano que traz consigo um mistério: Deus. Ele é da parte de Deus. É Deus mesmo em forma humana, o mais perfeito dos humanos. Senão, vejamos! Segundo os evangelhos sinóticos, quando Jesus apareceu no palco da história, já era adulto, homem feito (cf. Mt 3, 13; Mc 1, 9; Lc 3,19-22s), mas não só isso, Jesus se apresenta como todo bom judeu, um [ Continue lendo]

Tribunais Eclesiáticos: O que são? Para que servem?

Bíblia e Catequese: Respondendo aos internautas que nos pediram uma palavra sobre os Tribunais e Instâncias da Igreja Católica, querendo saber o que são e para que servem, bem como, onde encontrar tais órgãos, temos aqui a resposta do Monsenhor José Heleno dos Santos, vigário da Catedral de Nossa Senhora das Dores, em Caruaru, e Vigário Judicial da Diocese. Mons. Heleno: O que são Tribunais Eclesiásticos e quais as Instâncias? Toda Diocese, deve ter o seu Tribunal Eclesiástico, de primeira Instância, onde o Juiz, é o Bispo Diocesano, ou, junto ao mesmo, um padre designado por [ Continue lendo]

Olhar

           O corpo fala, tem sua linguagem corporal. E sua linguagem pode nos dizer muito de si mesmo, do seu estado de espirito, de sua saúde e humor. Ele também tem a capacidade de adaptação à ambiente e situações. Uma delas, por exemplo, é o que determina o seu olhar, o que mostra o olho. No mundo moderno o olhar é muito importante e o sistema global sabe disso, principalmente no seu lado comercial. O olhar desperta desejos, cria necessidades, alimenta sonhos. Com ele nasce a “escravidão”…             A “escravidão” pode estar associada a um [ Continue lendo]

Sepulcro vazio

                É fato o que se dizia nas escolas desde muitos anos do século passado: a gente nasce, cresce, reproduz e morre. Esse enunciado um tanto vazio, frio, sem sentido e um tanto cruel fora ensinado a muitos de minha geração.                 Por esse ensinamento, a vida fica destituída de sentido; a história humana esvaziada de significado; e tudo aquilo que foi construído ao longo dos séculos, ridicularizado, elevado a condição do nada.                 O autor do Eclesiastes (2-3), antes de Cristo, via a vida como um instante de [ Continue lendo]

A celebração, o rito, os símbolos e a assembleia litúrgica.

A vivência da liturgia (celebração da vida de Jesus e a presença e ação de Deus na vida, na história) passa necessariamente com todos os seus conteúdos pela celebração, cujo rito se faz necessário, e com a presença dos seus atores que ocupa um lugar especial, afinal, sem eles, não haveria celebração. E como se trata da celebração onde se faz memória de Deus na vida do povo, é sumamente importante que ai haja a fé. A “alma” que tece o ritmo da celebração é a fé. Sem fé não há celebração. Pode haver assembleia, motivos, mas essa fica meramente um teatro. Não é [ Continue lendo]

A Liturgia e o Ano Litúrgico

Deus revela-se para nós na história do povo, como Deus presente. Ele estabeleceu uma relação de amizade, uma parceria em aliança (cf. Ex 6, 1-8; 20,1-20; Dt 4, 7-8). Em vários momentos ele se manifesta através de pessoas e acontecimentos (cf. Ex 3, 16-18; 1Sm 3) e é sempre Deus que toma a iniciativa (cf. Gn 12,1-4; Is 7,10-17).             O Primeiro Testamento constitui o testemunho dessa relação e da revelação divina na vida do povo. Nele encontramos os relatos de um Deus que fala, que é próximo, que age (cf. Ex 2,23-25; 3,13-15).             No Segundo [ Continue lendo]

Aparições e Revelações.

Aparições e revelações é algo comum nas religiões mistéricas. Desde os tempos mais remotos que homens e mulheres registraram experiências sensitivas dando à elas algum valor que de algum modo interfere na vida de pessoas, grupos e povos. Na religião judaico-cristã essa realidade também existe e tem uma outra conotação. Sobre isso, abordamos neste artigo, e que, fundamenta-se no subsidio doutrinal da CNBB: “aparições e revelações particulares (Paulinas 1990)”             Na tradição de matriz Católica Romana aparições e revelações particulares são [ Continue lendo]

Evangelho de São Mateus

Por: Narciso Neves de Farias, teólogo e biblista* Autor, Obra, data, Comunidades O texto foi escrito entre os anos 70-90. Segundo R. A. Monasterio, os evangelhos  são escritos anônimos que foram reunidos no início do II século. O título (kata) segundo  o evangelista Mateus vem da época em que os escritos foram reunidos, pois, inicialmente, os autores não deram nenhum título (p. 17, 2006).  O trabalho de transcrição e tradução do texto teve continuidade pelos séculos, dentro de um processo complexo de transmissão da tradição, chegando-se no século XVI a se deparar com [ Continue lendo]

Milagre

            Milagre é algo que supõe fé. Porém, falando de um ponto de vista das leis da física, milagre é reverter uma situação cujas leis universal seria impossível e verossímil. Entretanto é algo intrigante, constatado pela ciência moderna, porém, sem nenhuma explicação.             No caso da fé, do campo do sagrado, o milagre é possível e tem sua origem na Origem das origens: Deus. Deus mesmo é que de algum modo interfere nas leis universal e reverte uma situação de morte para uma situação de vida. Nada se sabe do porque e como isso acontece, [ Continue lendo]

Razão, Vontade e Sentimentos

            A Razão define a personalidade humana enquanto ser pensante.             Durante séculos foi matizada como algo tipicamente masculino, próprio do mundo masculino. No ocidente definiu as relações, as relações de poder. O ser ontologicamente sempre foi definido pela Razão.             A Razão dá o equilíbrio ao Ser, define seus contornos, direciona, pesa e reinventa as consequências da plausibilidade e do incerto. Ela recria novas possibilidades. Pensa o Ser constantemente e permanentemente.             A Razão por sí é [ Continue lendo]

Deus existe!

            Deus existe. Para muitas pessoas isso é um fato. Como se chegou a essa conclusão, os caminhos percorridos foram diversos. Alguns não foram isentos de crises e conflitos.             Hoje, quase a totalidade da humanidade crer nesse fato que por sua vez criou cultura, fundou povos e religiões.             A religião é uma forma de entrar em contato, estabelecer relações com Deus. Não é a única forma, mas reclama para si precedência e exclusividade. O homem a criou.             Somos mais de 4,5 milhões de pessoas que crendo, [ Continue lendo]

O movimento Gnóstico

            O cristianismo nascente enfrentou muitas adversidades em seu caminho. Muitos foram os desafios políticos, sociais, culturais, filosóficos e religiosos. O gnosticismo também foi um desses desafios.             Segundo alguns estudiosos, o gnosticismo era uma tendência cujas bases tinham elementos das religiões orientais e da mística helênica. O movimento gnóstico era uma reação quase que cultural contra os fundamentos das tradições religiosas pagãs do império, bem como também das tradições religiosas judaicas e cristãs. O chão dessa tendência [ Continue lendo]

Pentecostes: nascimento “oficial” da Igreja

A cada ano na liturgia de rito romano celebramos após cinquenta dias da páscoa a festa de pentecostes. Sua origem remonta às páginas do Primeiro Testamento, tem sua releitura no Segundo Testamento e nos recorda ainda agora nosso compromisso batismal e crismal com o Senhor, o crucificado vivente. Pentecostes no Primeiro Testamento: Pentecostes é uma palavra de origem grega cuja tradução é ‘cinquenta dias’. Pentecostes é no Primeiro Testamento a festa da Colheita (Ex, 23, 14s), também conhecida como festa das Semanas (Ex 34,22; Dt 16, 9-10). As comunidades judaicas celebravam a [ Continue lendo]

A vida venceu a morte! Eis o significado pascal e a palavra final

Páscoa, passagem da escravidão para a liberdade (êxodo); do velho homem/mulher para o novo homem/mulher (cartas paulinas); da morte para a vida (apocalipse). Páscoa de Jesus (ressurreição)! Páscoa dos cristãos (escaton, parusia)! É nesse contexto que entendemos que a palavra final não é desesperança, morte, mas justamente o contrário: a eternidade e perenidade da Existência. Eis o significado mais profundo da páscoa. A morte é só parte do processo e não detém a vida. No fim, a vida é a palavra final. Jesus ressuscitou, venceu a morte, eis a páscoa; a Existência perdeu a [ Continue lendo]

A morte de Jesus gera a caducidade da morte.

Que sentido tem a morte? Que sentido tem a morte de Jesus? A morte é a certeza de todo mortal, tanto quanto a vida. A qualidade, o significado e o sentido da vida só são possíveis saber, após tê-la vivido intensamente. Com Jesus foi assim. Por isso a morte caducou, e n’Ele ela não tem mais sentido. E por quê? Por que o seu amor a superou, a tornou caduca, sem sentido, porém, não sem função, ainda. E qual a sua função nesta vida terrena? Eternizar a vida, fazer a vida ser eterna. Eterna sob outro aspecto cujos sentidos humanos não conseguem captar em sua totalidade visto [ Continue lendo]

Das Cartas de Santo Atanásio, bispo

(Epist. Ad Epictetum, 5-9; PG 26, 1058. 1062-1066)(Séc. IV) O Verbo assumiu nossa natureza no seio de Maria O Verbo de Deus veio em auxílio da descendência de Abraão, como diz o Apóstolo. Por isso devia fazer-se em tudo semelhante aos irmãos (Hb 2,16-17) e assumir um corpo semelhante ao nosso. Eis por que Maria está verdadeiramente presente neste mistério; foi dela que o Verbo assumiu, como próprio, aquele corpo que havia de oferecer por nós. A Sagrada Escritura, recordando este nascimento, diz: Envolveu-o em panos (Lc 2,7); proclama felizes os seios que o amamentaram e fala também [ Continue lendo]

Ele está pra chegar!

Há muito e muito tempo que apregoam os profetas da ilusão que esse mundo, precisamente o nosso mundo, estaria caminhando para a destruição. Forças conspiram contra a vida planetária e os destinos da humanidade. Seria Deus? Há quem acredite que ele estaria por trás desses eventos. Seria isso sua justiça em ação, uma vez que nos deu oportunidades inclusive através da ação redentora de seu filho bendito de sermos salvos; e que é chegada a hora e não haverá como escapar. Eis o que diz ou crer aqueles que ceticamente se apoiam numa religião que parece não ter bom senso. É muito [ Continue lendo]

Santidade

Introdução “Santo, Santo, Santo é Iahweh dos Exércitos, a sua glória enche toda a terra” Is 6,3b Do hebraico, Kadosh – santo.  As palavras derivadas ou que a essa realidade nos reporta são: santidade, santificar, consagração, purificação, declarar santo. Inclusive, santidade é um adjetivo de “santo” – qualidade de quem é ou está em santidade.  Ser Santo é a essência da divindade em si mesma. Algo que lhe é peculiar. Logo, só Deus é Santo. É o totalmente “diferente”; o totalmente “distinto”; o totalmente “separado”. Assim, há um abismo entre Deus e [ Continue lendo]

Os Concílios da Igreja

Os Concílios Ecumênicos e Gerais A palavra Concílio significa “assembléia reunida por convocação”. É uma instituição tradicional na vida da Igreja desde os tempos apostólicos, quando vimos os apóstolos reunidos em Jerusalém para discutirem a questão da disciplina a ser aplicada aos judeus-cristãos e aos pagãos convertidos à fé cristã. A Igreja Ortodoxa preferiu a palavra Sínodo para as reuniões eclesiais, o mesmo acontecendo com as Igrejas da Reforma protestante e calvinista. Após o Vaticano II, a palavra Sínodo adquiriu grande força na organização pastoral da [ Continue lendo]

Corpo e Alma são inseparáveis

               Origem e história do modelo antropológico binário (dualista) – separando alma e corpo              A origem deste modelo nada tem a ver com a revelação bíblica, mas, sim, com uma religião pagã do século VII ª C , a assim chamada “Religião Órfica da Trácia”, na Grécia antiga. A partir desta origem, a concepção binária ou dualista do homem passou por toda uma história de evolução e adaptação, até finalmente se fixar também no cristianismo. Desde os primeiros séculos da era cristã, essa concepção se tornou o modelo [ Continue lendo]

O Espírito Santo: Seus dons e frutos.

Espírito Santo é o nome próprio da terceira Pessoa de Deus. À Ele, como também ao Pai e o Filho, prestamos culto de adoração e o servimos por toda a vida. Conhecemos o Espírito Santo através de sua ação no mundo, na igreja e na vida dos crentes que ao ouvir-lhes o sussurro, age por sua ação comedida. O termo “Espírito” traduz o termo hebraico “Ruah” que está associado a sopro, vento. Em grego o termo é “Pneuma” cujo sentido também está associado a “espírito” e por isso mesmo, ao vento, o ar em movimento. O Espírito Santo nas Escrituras nos é apresentado [ Continue lendo]

O Cristo

Introdução             Na história dos povos é comum constatar a crença numa personagem cuja função em momentos difíceis é ser o redentor, o libertador, aquele que devolver a esperança e dá sentido existencial e vocacional ao seu povo. Não sabemos quando isso começou, mas é notória na literatura antiga essa crença. Também não fica atrás a cultura moderna. A figura do herói que vence o inimigo, que instaura a paz, é muito alimentada e cultuada desde tenra idade entre as pessoas e famílias, principalmente e modernamente com a cultura cinematográfica. Essa [ Continue lendo]

A Cruz

A cruz, como todos sabem, era um instrumento de morte usado no império romano. Entretanto, depois de Jesus e por causa de Jesus e seus seguidores, ela se tornou um símbolo do movimento cristão. Símbolo que traduz resistência, vitória e vida dentro da lógica pascal da ressurreição do Senhor. A partir dessa lógica e perspectiva ela se tornou um elemento chave para expressar o seguimento a Jesus, e vivencia da fé cristã, séculos [ Continue lendo]

Por: Sebastião Catequista. Introdução Com este artigo partilhamos com você alguns elementos de reflexão sobre a fé. No ano de 2012-2013 a Igreja de matriz Católica Romana proclamou para seus fieis como sendo o ano da fé. Aqui, não pretendemos um tratado sobre o assunto, mas confrontar a realidade cotidiana do crente, fazendo uso do Magistério da Igreja, bem como das Sagradas Escrituras, para em seguida, ampliar a discursão oferecendo elementos de reflexão. No dizer popular, a fé é algo “que move montanhas”; realiza o impossível; em dado momento “restaura forças, [ Continue lendo]
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