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Bíblia

Jo 2, 13-25: Nova compreensão do Sagrado

Para nossa reflexão e leitura orante, proponho o evangelho de Jo 2, 13-25, Jesus no templo. O enredo nos permite levantar algumas questões: o ato de Jesus é um ato ético, político e profundamente profético. Ético, porque mostra que rituais religiosos que mais escraviza do que liberta não condizem com a liberdade dos filhos e filhas de Deus; e que porquanto, não legitima o Deus transgressor do Êxodo e dos Profetas. Ato político, porque é uma insurreição contra o sistema dos sacerdotes e de sua teologia divina que ‘atava fardos pesados’ sobre as costas do povo e os mantinha [ Continue lendo]

Imagens

Introdução             Com este artigo, queremos abordar o problema dos símbolos religiosos das imagens nas Sagradas Escrituras. O tema é complexo, vasto, conflituoso, escorregadio. Não pretendemos apontar erros e acertos de quem quer que seja, nosso objetivo é oferecer alguns elementos para a reflexão e promover uma argumentação que ajude aos nossos visitantes discernir o uso de seus símbolos religiosos e ter clareza dos conceitos e do lugar próprio da divindade. O que abordamos e a forma como abordamos (texto, contexto) segue uma lógica própria cujo conhecimento [ Continue lendo]

Mc 1, 9-11. O batismo de Jesus

Experiência excepcional foi para Jesus o seu batismo. Nada consta desse momento a não ser, do que se é dito nos evangelhos, sob diversas matizes teológicas. Sem sombras de dúvidas, esse momento nos diz muito, a nós e as comunidades primitivas: é a partir desse momento que Jesus toma para si, enquanto adulto, aquela preocupação primeira e única em sua vida, o Reino. Nada sabemos de suas experiências interiores, místicas, e de descobertas sobre Deus e seu querer, entretanto, sabemos que, o batismo constitui para Jesus entre tantas outras experiências a mais paradoxal do encontro do [ Continue lendo]

Gênesis 3

            Esse capitulo 3 do Gênesis está provavelmente situado no contexto do período do rei Salomão, no século X a.C. Contudo sua redação e releitura situa-se no período do exílio no século VIII a.C.  Ele é de tradição Javista. Nele encontramos “por trás das palavras”  a situação do povo nas corvéias (escravidão) do grande rei. É uma releitura para responder as seguintes perguntas: De quem é a terra (éden)? Porque fomos expulsos dela? Quem nos enganou e nos fez quebrar a Aliança? Porque sofremos as conseqüências (hoje, longe de casa, violência, [ Continue lendo]

Leitura Bíblica e Cientifica

Nos últimos anos, principalmente depois do concilio Vaticano II, as ciências avançaram. Elas, de forma formidável, têm contribuído para uma leitura madura, histórica e elucidativa dos textos bíblicos. Essa contribuição tem ajudado a entender principalmente textos onde é difícil e escorregadia uma interpretação de forma contundente. É interessante, por exemplo, como podemos recompor (não totalmente cem por cento) a história do povo passo a passo casando as informações da ciência e do texto bíblico, criando de forma dinâmica novos paradigmas de interpretação. E, ainda, [ Continue lendo]

Êxodo: a travessia passo a passo, o caminho se faz!

“Êxodo significa saída. O tema do êxodo possui profundo sentido teológico, pois revela que o Senhor é o personagem central da história. Ele está presente nos acontecimentos como libertador que supera o poderoso concorrente, o faraó do Egito. Qual a época histórica do êxodo do Egito? Calcula-se que ele ocorreu por volta de 1250 a.C, durante o domínio do poderoso faraó Ramsés II que reinou por 67 anos. Houve, na verdade, vários êxodos. Um grupo foi expulso (cf. Ex 13,17), outros fugiram (cf. Ex 14,15). O êxodo do grupo que saiu sob liderança de Moisés foi o mais importante [ Continue lendo]

Êxodo: é preciso partir.

Êxodo significa saída. É partir de um lugar para outro. No caminho há desafios, descobertas, aprendizado, conquistas, esperanças; e uma nova forma de compreensão da vida. Na Bíblia, o êxodo é o grande movimento que faz sair da escravidão para a liberdade. Sair da “casa da escravidão” para a “terra que corre leite e mel”. Sua existência e força carregam um sentido teológico, muito mais que um apenas “sair de” e “entrar em”, denota algo profundamente axial e existencial. É mais que um movimento revolucionário, que meramente uma “escravidão”. Para a [ Continue lendo]

Gênesis de 1 a 11

            Os relatos de Gn 1 a 11 não constituem fatos “históricos”, mas são leituras da historia a partir da fé num contexto de exílio e choques culturais entre o povo de Israel e os povos do Oriente Antigo. Muitos cristãos infantilizados na sua percepção religiosa têm dificuldades para entender a “verdade” quando se deparar com uma leitura contextualizada desses textos, e reagem de modo grosseiro, meio que “protestante”, expondo-se ao ridículo.             Com clareza e abertura de coração meditemos nessas linhas, alguns traços da verdade [ Continue lendo]

A idade dos personagens bíblicos

Com este artigo apresentamos uma explicação sobre a idade dos personagens da Bíblia. Leia! Os textos: Em Gn 5,3. Temos que: – “Adão [viveu] cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem, e pôs-lhe o nome de Sete. Em Gn 5, 5 “Todos os dias que Adão [viveu] foram novecentos e trinta anos; e morreu.” Em Gn 5, 6 “Sete [viveu] cento e cinco anos, e gerou a Enos”. Sendo que: “Todos os dias de Sete foram novecentos e doze anos; e [morreu]” (Gn 5,8). Em Gn 5,9 “Enos [viveu] noventa anos, e gerou a Quenã”, sendo que:” [Viveu] Enos, [ Continue lendo]

A Bíblia diz que o profeta Jonas ficou três dias e três noite na barriga de um peixe. É possível?

Por: Ednaildo Cunha Pessoal sobre essa questão passo a vocês, esse artigo maravilhoso do livro de Frei Mauro Strabeli. É muito bom. Recomendo a compra do livro.                 Não há dúvida de que é totalmente impossível alguém ficar esse tempo na barriga de um peixe e ainda sair vivo! E pelo que se sabe, parece que não existe peixe tão grande que possa engolir um homem de uma vez. Existem peixes imensos, como o tubarão, por exemplo, e cetáceos como a orca, que são perigosos para o homem. Mas não engolem suas vítimas sem antes despedaça-las! [ Continue lendo]

O Império Romano: contexto para a leitura de Marcos

Por: Rivânia Ferreira de Morais A mensagem de Jesus se dá dentro do contexto de exploração do Império Romano. Como funcionava o império? Eis alguns retalhos do contexto, de como funciona a máquina de dominação romana: Roma domina vários países através de seu exército fortemente armado, transforma reis em prisioneiros de guerra, e através de sua política dominadora vai construindo um grande Império. Em 63 (a. C.) domina toda a Palestina à custa de violência, terror, e impõe a todo este povo um sistema de exploração, de escravidão. Também introduz sua herança cultural de [ Continue lendo]

A Palestina no tempo de Jesus

Por: Maria Paula de Lima É comum nos dias de hoje saber que não é possível entender a história de Jesus fora do contexto histórico em que ele viveu. Sua atuação se deu em um tempo e lugar determinados dentro de circunstâncias bem concretas. Conhecer esse contexto é um fator primordial para entender o que significa a vida, as palavras e suas ações, principalmente para a vida das primeiras comunidades cristãs e para nós hoje. A sociedade palestinense sob a tutela do império romano é bastante complexa em sua rede de relações políticas, econômicas, religiosa e ideológicas. [ Continue lendo]

Gênesis 1

O texto de Gênesis 1, segundo a moderna exegese, foi composto por mãos sacerdotais com base nas culturas mais primigênias dos povos do Oriente Antigo. O texto foi tecido no contexto da fé e cultura politeísta em transição, cujo resultado desemboca na fé e tradição monoteísta. Seu enredo é de uma leitura fluente e expressa uma convicção que foi abalada apenas com as descobertas das ciências do século XVIII/XIX. Entretanto, a igreja, após muitos conflitos e contratempos chega a uma reflexão equilibrada e compatível com a reflexão [ Continue lendo]

Período Grego do Antigo Testamento

Introdução Esse período é marcado pela dominação grega. Foi com Alexandre Magno, o macedônio, que se deu a conquista. Ele, desde 333 a.C conquista a Ásia Menor, Síria, Tiro, Gaza, o Egito (332 a.C), a Pérsia (331 a.C) e chega até o vale do rio Indo (330-326 a.C).             Segundo os historiadores, Alexandre foi aluno de Aristóteles, o filosofo. Foi responsável pela guarda do exercito de seu pai. Estudou geografia, artes, matemática, filosofia, etc. Quando seu pai morreu assumiu o trono e traçou o plano de conquista (1Mc 1,3). Após 12 anos de lutas venceu o [ Continue lendo]

O Período Persa (538-331 A.C.)

Judá cai nas mãos da Babilônia, que cai nas mãos dos Persas O reino do norte de Israel havia sido conquistado pelos assírios em 722 a.C. sob a liderança de Sargão. Seus habitantes foram então deportados para a Assíria (2 Reis 17, 6) e para outras terras conquistadas. Por sua vez, os povos de outras nações conquistadas foram então importados, para povoarem a área conhecida como Samaria. 612 a.C., os babilônios, liderados por Nabopolassar, destruíram Nínive e conquistaram os assírios. O reino do sul, Judá, caiu nas mãos dos babilônios, sob Nabucodonosor, em 605 a.C., a [ Continue lendo]

O Contexto que gerou a Deportação para o Exílio

Esse texto é copiado do site do Airton. Ele é teólogo e biblista católico conceituado. Fonte: www.airtonjo.com O Fim do Reino de Israel (Norte) A Assíria Vem Aí: Para Israel é o Fim Com a morte de Jeroboão II desabou tudo o que ainda restava em Israel, apesar de tudo. De 753 a 722 a.C. seis reis se sucederam no trono de Samaria, abalado por assassinatos e golpes sangrentos. Houve 4 golpes de Estado (golpistas: Salum, Menahem, Pecah e Oséias) e 4 assassinatos (assassinados: Zacarias, Salum, Pecahia e Pecah): Zacarias, filho de Jeroboão II, governou 6 meses (753 a.C.) e foi [ Continue lendo]

Exílio da Babilônia

Exílio em Babilônia, Cativeiro em Babilônia ou Exílio Babilônico é o nome geralmente usado para designar a deportação em massa e exílio dos judeus do antigo Reino de Judá para a Babilônia por Nabucodonosor II. Este período histórico foi marcado pela atividade dos profetas do Antigo Testamento, Jeremias, Ezequiel e Daniel. A primeira deportação teve início em 598 a.C.. Jerusalém é sitiada e o jovem Joaquim, Rei de Judá, rende-se voluntariamente. O Templo de Jerusalém é parcialmente saqueado e uma grande parte da nobreza, os oficiais militares e artífices, inclusive o Rei, [ Continue lendo]

O período do reinado de Saul, Davi e Salomão

O Reinado de Saul e David             A época dos juízes e da vida tribal representou um grande passo nas relações comunitárias e na vivencia do projeto igualitário da Javé. As tribos não tinham uma centralização política, a economia era de subsistência e partilhada, não havia tributação, trabalhos forçados e nem escravidão. Não havia exército permanente e o culto a Javé era descentralizado baseado na experiência do êxodo e da aliança.  Mas com a corrupção dos juízes e dos sacerdotes (1Sm 1-3) e os ataques dos reis das nações vizinhas, principalmente os [ Continue lendo]

Período dos Juízes e Reis: O projeto igualitário das tribos e o início da monarquia

A formação das tribos             A formação de Israel como povo, nasceu da experiência do Êxodo, seguida da posse da terra de Canaã. Essa experiência foi fruto de uma parceria entre Javé libertador e o povo oprimido. Ele fez uma Aliança com o povo: “Eu serei o teu Deus e tu serás o meu povo”. Na grande Assembléia de Siquém (Js 24) o povo celebra e assume a Aliança de Javé, fazendo memória do seu passado, quando Moisés conduzia com os anciãos, as mulheres e Josué o processo da libertação realizada por Javé. Em Siquém as tribos (12 Comunidades) assumiram [ Continue lendo]

Introdução a posse da Terra Prometida (Livro de Josué e Reis)

A posse da terra feita pelos que saíram do Egito e por todos os oprimidos do entorno a Terra Prometida é um fato marcante na literatura bíblica e no imaginário popular. Essa posse nós a encontramos em Josué de 1 a 12. O texto é fruto da memória popular e de releituras posterior ao exílio. A expressão “tomada da terra” tem um sentido neutro, haja visto que, a luta por essa terra deus-e de modo ora pacífico, ora violento e ora por infiltração.            As montanhas, florestas e sítios foram o palco dessa aventura. Judá se fixou nas montanhas e não lutou contra a [ Continue lendo]

O Nome de Deus

Em Êxodo 3, Deus se manifesta revelando a Moises o seu nome: Javé (Yahweh). Esse nome é rico em significado, no contexto em que está sendo revelado. Vejamos o tecido do texto: Êxodo 3,1-15.   Ex 3,7…………… Eu vi a miséria do meu povo. Ex 3,7…………… Ouvi  o seu clamor. Ex 3,7…………… Conheço o seu sofrimento. Ex 3,8…………… Desci para libertá-lo. Ex 3,10…………. Eu envio você para tirar o meu povo do Egito. Ex 3,12…………. Eu [ Continue lendo]

Êxodo: fato histórico, relato de fé, constituição de um povo (introdução ao Êxodo)

            Os textos  do “êxodo” são textos escritos numa época em que os fatos já se tornaram uma “epopéia nacional” e que são frutos de uma releitura e experiência única: a salvação realizada por Javé. O fato histórico aconteceu numa escala de grau bem menor do que vemos em filmes e se diz por ai, dentro de uma leitura ao pé da letra. O que temos no livro sagrado é um testemunho de fé e interpretá-lo doutro modo é no mínimo faltar com a verdade e com respeito ao mesmo. O texto é fruto de sucessivas releituras em contextos diversos até chegar ao texto [ Continue lendo]

História da Salvação

Introdução             A história do povo de Deus começa com o povo no Egito, “Casa da Escravidão”. É importante entender que “Casa da Escravidão” é o regime que o Egito impôs aos povos da região da Canaã e no próprio país, no período e no reinado dos grandes faraós.             Nesse contexto, grupos revoltosos em várias cidades de Canaã, onde os reis locais dominavam o povo, faziam uma grande revolução social e esses revoltosos eram chamados de hapirus ou hebreus. Também no próprio país do Egito havia grupos escravos que também buscavam [ Continue lendo]

Como faço para entender a Bíblia?

Nos encontros bíblicos que acontecem por ai, volta e meia, sempre nos deparamos com alguém perguntando: como faço para entender a bíblia?  Aparentemente não é uma pergunta fácil de responder. É preciso um conjunto de informações, de conhecimentos de diversas áreas (cultural, histórico, linguístico, filosófico, teológico, hermenêutico, geográfico, antropológico, religioso…) da ciência, de métodos e passos a ser seguidos. Mas, tudo isso, a partir de um ponto de vista refinado, com outros objetivos próprios. Porém, todavia, entretanto, no contexto da vida cotidiana, [ Continue lendo]
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